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Meio ambiente

Programas de reciclagem não alcançam índice de 40% do MP

Ponta Grossa - Apesar da adesão cada vez maior dos principais municípios do Paraná aos programas de reciclagem de lixo, os índices ainda estão abaixo dos 40% estimados pelo Ministério Público (MP) e pela Secretária Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema). No dia 31 de dezembro terminou o prazo para as cidades conclamadas pelo MP a entregar cronogramas de como chegarão à marca de 40%. Entretanto, somente uma minoria entregou o planejamento – as cidades da região metropolitana de Curitiba, Norte Pioneiro, Norte e Oeste deverão apresentar seus programas até 28 de fevereiro.

Londrina, com 250 mil habitantes, é o município que fica mais próximo – mesmo assim, fica 34,5% aquém. A cidade no Norte do estado consegue reciclar 26,19% das 420 toneladas diárias de lixo que produz. O programa existe desde 2001 e em 2004 foi premiado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Fundação Ford e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Na época do antigo lixão havia de 50 a 60 garimpeiros de lixo. Hoje, o programa atende 500 famílias em organizações não-governamentais", explica o supervisor de coleta seletiva da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina, Devair Batista de Almeida.

Em Curitiba, 21,7% do total de 3.084 toneladas de lixo diários produzido é reciclado, representando 550 toneladas. Além da coleta da prefeitura, existem 5 mil catadores de papel que também recolhem o material. Eles representam 90% da coleta do lixo reciclado.

Em Maringá o índice chega a 12% desde a implantação do programa Reciclação, em abril de 2006. Porém, a secretária municipal de Meio Ambiente, Lídia Maróstica, acredita que o número possa ser maior. "Sabemos que isso precisa de um trabalho de conscientização da população em separar o lixo", afirma.

Na fronteira, a prefeitura de Foz do Iguaçu firmou parceria com a Hidrelétrica de Itaipu Binacional para criar o programa Reciclagem Solidária a partir de fevereiro de 2005. Através dele, a prefeitura distribui sacolas verdes para a população depositar o material reciclável. A porcentagem de lixo reciclado é de 4,45%. O volume é trabalhado diariamente por 256 cooperados que dividem o dinheiro com a venda do produto. O gestor do programa, Romildo Rocha, afirma que há 800 catadores cadastrados no município e que a esperança é de que o programa seja ampliado.

Apesar de quatro associações de catadores de materiais recicláveis estar em funcionamento em Ponta Grossa, a reciclagem é de apenas 2,13%. O aterro recebe por cada mês 3 mil toneladas de lixo. As associações têm produção mensal de 64 toneladas de resíduos. Os barracões, as prensas (cada uma com o valor de R$ 8 mil), alguns carrinhos e as balanças pertencem à prefeitura de Ponta Grossa. O ideal, conforme o diretor do Departamento de Ação Ambiental da prefeitura, Nelson Calderari, é que as associações consigam se manter sozinhas, mesmo com a possível mudança de gestor.

Em Cascavel, não chega a 1,5% a quantidade de lixo reciclável. A prefeitura implantou o Eco Lixo (caminhão específico para a coleta de reciclável) em 11 bairros da cidade. O aterro recebe, diariamente, 200 toneladas de resíduos, sendo que 2,5 toneladas são coletadas diariamente pelo programa. "Estamos fazendo campanha para que cada morador adote um catador e assim aumente a reciclagem", cita o gerente administrativo do Eco Lixo, Juarez Vieira.

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