A segunda ponte que liga Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, ao Paraguai, ainda não tem data para ficar pronta. A obra, que serviria para desafogar o movimento na Ponte da Amizade, está atrasada, de acordo com a prefeitura de Foz do Iguaçu. Como a construção depende do governo nacional, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) precisa aprovar o projeto para que a ponte possa sair do papel.
Nesta terça-feira (4) o secretário de Assuntos Internacionais de Foz do Iguaçu, Sergio Lobato, esteve reunido com autoridades para discutir o projeto de iluminação do trecho da BR-277 entre a Ponte da Amizade e o viaduto de acesso ao bairro Três Lagoas. Ele também enviou um documento à presidente Dilma Rousseff demonstrando indignação com o atraso nas obras para a construção da nova ponte.
Segundo o engenheiro supervisor da unidade local do Dnit em Foz do Iguaçu, Vicente Veríssimo, a empresa de engenharia que criou o projeto básico iniciou os trabalhos em setembro de 2009 e o projeto já está em fase final de aprovação no Dnit em Brasília. "Cada equipe técnica precisa fazer uma avaliação e a empresa tem que adequar o projeto cada vez que é encontrado algo que não está de acordo com as normas do Dnit ou com o Tribunal de Contas da União (TCU)", declara Veríssimo.
Mesmo assim, ele acredita na aprovação do projeto e realização do processo licitatório ainda no segundo turno de 2011. "A licitação deve levar de quatro a cinco meses e, na sequência, devem ser realizadas as obras", explica o supervisor do Dnit.
A nova ponte que liga o Brasil ao Paraguai deve ter 760 metros de extensão, 208 a mais que a Ponte da Amizade. Ela terá 19 metros de largura para a passagem de pedestres, dois acostamentos para os veículos e pista simples para o tráfego. A construção será realizada entre o bairro de Porto Meira, próximo ao Marco das Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu, e a cidade paraguaia de Presidente Franco.
Veríssimo acredita que a ponte, assim que for construída trará uma série de benefícios para o transporte no local. "É uma reivindicação antiga, o estudos começaram em 1996, mas a obra só começou a ser viabilizada no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", destaca.
Segundo ele, como a ponte precisa de espaço para abrigar diversos órgãos federais de fronteira, a construção é mais complicada do que a de outras pontes comuns. O superintendente ainda ressalta que o projeto também abrange o acesso rodoviário até a BR-277 em um trecho de aproximadamente 15 quilômetros.



