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André Martins

Promotor inocenta policial que matou paranaense nos Estados Unidos

O relatório apresentado pelo promotor distrital de Cape and Islands, nos EUA, diz que o policial agiu em legítima defesa

Um relatório divulgado na sexta-feira (19) pelo promotor Michael O'Keefe do distrito de Cape and Islands, no estado americano de Massachusetts, diz que os disparos que mataram o paranaense André Luiz de Castro Martins no dia 27 de julho deste ano foram justificáveis. Martins, que estava no carro com a noiva, se recusou a parar em uma fiscalização, quando foi interceptado e baleado pela polícia.

Segundo informações divulgadas pelos jornais americanos The Boston Globe e The Cape Cod , o relatório divulgado em uma entrevista coletiva concluiu que em função das evidências levantadas pelos peritos americanos pode-se afirmar que os disparos feitos pelo policial americano Christopher Van Ness, que está afastado do serviço de rua desde o ocorrido, foram em "legítima defesa".

Ainda segundo informações dos jornais, a polícia afirma que testemunhas disseram que o brasileiro teria fugido da fiscalização em alta velocidade. Perseguido por policiais, Martins teria se recusado a parar o carro. A investigação ainda afirma que ao parar, o policial fez o procedimento padrão, pedindo que André não reagisse e colocasse as mãos em local visível. Sem ser obedecido, e temendo ser atacado pelo fugitivo, o policial efetuou os disparos. Os exames de balística feitos na arma que matou o curitibano também teriam servido de prova para confirmar a inocência do policial.

André teria sido preso dois dias antes do incidente por dirigir sem licença. Durante a abordagem, testemunhas afirmam que André disse que "não ia voltar para a cadeia".

A reportagem conversou com o pai de André, o sargento Luiz Carlos de Castro Martins, que prefere não comentar o relatório até ter acesso a todas as informações. "A situação exige cautela" diz Luiz Carlos, que é policial militar da reserva.

Caso

André Luiz de Castro Martins, 25 anos, natural de Curitiba, foi morto na madrugada de domingo (27) no município de West Yarmouth, Massachusetts, nos Estados Unidos. Ele foi baleado por um policial quando estava no carro com a noiva, Camila Campos, também brasileira.

Segundo a família da vítima, André e Camila estavam voltando de um jantar para casa quando foram abordados pelos policiais na Avenida Baxter, em West Yarmouth. André teria acelerado pois não possuía carteira de habilitação. O veículo do brasileiro, um modelo Ford Lincoln, teria então sido perseguido durante 90 segundos, até a viatura bater no carro e os disparos serem efetuados.

André foi socorrido, mas morreu na ambulância, a caminho do Hospital Cape Cod, na cidade de Hyannis. Ele foi enterrado nos Estados Unidos.

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