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Curitiba

Protesto por moradia causa transtornos no Campo Comprido

Cerca de 50 manifestantes moradores do Jardim Maravilha atearam fogo em pneus e bloquearam a Rua Pedro Viriato Parigot de Souza por pouco mais de uma hora

Alunos e professores da universidade relataram à reportagem que o protesto ocorre por questões de moradia | Felipe Harmata
Alunos e professores da universidade relataram à reportagem que o protesto ocorre por questões de moradia (Foto: Felipe Harmata)

Um protesto de moradores do Jardim Maravilha, no Ecoville, bloqueou completamente por pouco mais de uma hora a rápida que dá acesso do Centro ao bairro, a Rua Pedro Viriato Parigot de Souza. O bloqueio ocorreu em frente à Universidade Positivo (UP), no bairro Campo Comprido, e dificultou a vida de quem precisou trafegar pela região das 18h30 até por volta de 19h45.

De acordo com a Polícia Militar, o protesto começou por volta das 18h30 e os policiais deixaram o local às 19h44. Os protestantes, cerca de 50, estavam munido de cartazes e panfletos que foram distribuídos no local. O grupo ateou fogo em pneus e gritou palavras de ordem. A coluna de fumaça podia ser visto a quilômetros de distância e o trânsito ficou complicado.

A estudante de jornalismo Talissa Kojuman conta que em um primeiro momento os manifestantes bloquearam completamente a rua. Cerca de 40 minutos após o início do protesto, a via passou a ser liberada gradualmente. “No início tinha muito fogo e fumaça, não deixavam ninguém passar. Então fizeram um acordo com a polícia e estão retirando os pneus e apagando o fogo”, relatou.

O protesto

Em um folheto distribuído pelos manifestantes consta a informação de que a Ocupação Jardim Maravilha é alvo de uma ação de reintegração de posse. A posse do terreno, segundo eles, é do governo do Paraná. Nessa semana, um oficial de justiça teria entregado um documento aos moradores da área dizendo que a reintegração de posse com força policial pode acontecer a qualquer momento.

O panfleto defende que não moram no terreno por opção. O texto diz que eles moravam em casas pagando aluguel, mas que os preços tem subido e não teriam condições de continuar nessas residências. “Queremos que a liminar do processo de reintegração seja suspensa imediatamente e que seja garantido o direito à moradia para os moradores do Jardim Maravilha.”

A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do governo do estado via telefone de plantão, mas ninguém atendeu às ligações até as 20h09.

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