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Curitiba

Publicitário encontra munição de grosso calibre no armário

Polícia Civil, Militar e Federal não assumem responsabilidade por recolher cartuchos

Caixa com munições calibre 12 encontrada na manhã desta sexta (5) | João Varella / Gazeta do Povo
Caixa com munições calibre 12 encontrada na manhã desta sexta (5) (Foto: João Varella / Gazeta do Povo)
O publicitária Éder Gomes, 60 anos, com uma caixa de munições de grosso calibre |

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O publicitária Éder Gomes, 60 anos, com uma caixa de munições de grosso calibre

O publicitário Éder Zanoni Torres Gomes, de 60 anos, encontrou na manhã desta sexta-feira (5) uma caixa com 21 cartuchos de munição calibre 12 em um armário do imóvel que recentemente alugou no bairro Água Verde, em Curitiba. Quis entregar aos órgãos competentes, mas nenhuma instituição policial quis assumir a responsabilidade de receber o material de uso restrito.

Gomes relata ter encontrado a caixa por volta das 8h. Uma das cápsulas estava vazia, mas todas as outras 20 estavam em condições de uso. O publicitário buscou auxílio da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam). Foi dito que esse tipo de caso é de competência da delegacia regional, o 8º Distrito Policial.

Nova chamada, e os policiais do 8º DP informaram a Gomes que quem recolhe munições é a Polícia Militar. Gomes então chamou o número 190. Novamente foi pedido ao publicitário que chamasse um novo número: o da Polícia Federal. Em contato com a PF, o ciclo se fechou: pediram para o publicitário entrar em contato com a Polícia Civil.

A Gazeta do Povo entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SESP), responsável pela Polícia Civil e Militar, e com a Polícia Federal. A reportagem pôde constatar a batata-quente que a caixa se tornou.

A SESP informou que o caso é de competência Federal, pois a União teria tomado para si a responsabilidade do desarmamento. O procedimento normal nesse tipo de caso é que o cidadão vá até a sede da PF retirar uma guia para transportar a munição restrita. Depois é necessário ir novamente até a PF para entregar as balas, segundo a assessoria de imprensa da secretaria estadual.

A PF dá outra versão. Segundo a assessoria de imprensa, o órgão federal é responsável pelas armas enquanto que munições devem ser entregues na delegacia regional. "Achei que seria simples. Eu antigamente tinha um revólver [calibre] 38, entreguei para polícia e eles me deram R$ 100 sem burocracia", conta Gomes.

Desfecho

Após a SESP tomar conhecimento do caso, por meio da reportagem, uma viatura da Polícia Civil foi deslocada até o apartamento de Gomes por volta das 17h30. O policial que retirou a munição comentou ao publicitário que as balas seriam capazes de "abater um elefante". A Polícia Civil também investigará a quem pertenciam os cartuchos. A reportagem não conseguiu contato com o proprietário do imóvel, já que imobiliária preferiu não repassar os contatos.

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