A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), primeira instituição de ensino superior particular do estado, completa 50 anos de vida no próximo sábado. Pela sua importância, a universidade será homenageada pela Câmara Municipal de Curitiba e pela Assembleia Legislativa do estado, além de um concerto da Orquestra de Câmara.
A PUCPR nasceu da junção de vários cursos ministrados pela arquidiocese de Curitiba, nas décadas de 1940 e 1950: Curso de Serviço Social, criado em 1945; Faculdade de Filosofia (1950); Escola de Enfermagem Madre Léonie (1953); Faculdades de Direito (1956); Ciências Médicas (1957); e Ciências Econômicas (1957). Em 14 de março de 1959, essas faculdades foram reunidas, dando origem à Universidade Católica do Paraná.
Para o reitor da PUCPR, Clemente Ivo Juliatto, o cinquentenário é um sinal de que o Brasil começa a ter tradição em ensino superior. "No Paraná, por exemplo, a única universidade mais antiga do que a PUC é a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na Europa, as instituições alcançam séculos de existência", explica. "A PUC cinquentona está madura, mas cada vez mais bonita", brinca.
E, conforme Juliatto, as universidades católicas tiveram papel importante na consolidação do ensino superior no país. "A PUC do Rio de Janeiro foi a primeira universidade católica do país. E, a partir da década de 1960, houve uma criação expressiva dessas instituições em vários estados, porque a oferta de vagas nas universidades públicas era pequena."
Há cerca de 20 anos, houve multiplicação de instituições particulares, que passaram a disputar acadêmicos. De acordo com Juliatto, a concorrência não assusta e chega para suprir uma falha do sistema educacional do país. "Se observarmos bem, mesmo com várias opções, temos baixo número de universitários no Brasil. Hoje, são cerca de cinco milhões em 1960, eram 200 mil. Apesar disso, nem sequer 15% da juventude brasileira entre 18 e 24 anos está cursando o terceiro grau", diz.
De acordo com Juliatto, os princípios católicos da PUCPR não inibem o investimento em tecnologia, ainda que se aproximem de questões controversas para o vaticano, caso das células-tronco. As duas bandeiras sustentadas pela instituição, na opinião do reitor, são a busca da excelência acadêmica e a fé. "É evidente que essas duas vertentes não são incompatíveis", diz. "E uma prova disso é o fato de a PUCPR estudar células-tronco adultas".



