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Quadrilha “sequestrava” cães de raça

Após quatro meses, Angela se reencontrou com a poodle Laura | Reprodução/ Facebook
Após quatro meses, Angela se reencontrou com a poodle Laura (Foto: Reprodução/ Facebook)

Nesta semana, as professoras Angela Carolina Silva Kemer e Emilene Collete se reencontraram com os poodles Thobyas Gabriel e Laura. Em fevereiro, os bichinhos haviam sido levados – junto com um terceiro cachorro – por três bandidos durante um assalto em frente da casa das vítimas, no bairro Boa Vista, em Curitiba. Tratava-se da ação de uma quadrilha especializada em roubar cães de raça para, em seguida, extorquir dinheiro dos donos. Parte do grupo criminoso já foi detida. Até o fim desta semana, a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) espera concluir o caso com a prisão dos outros integrantes.

Neste ano, pelo menos outros dois casos semelhantes foram registrados em Curitiba. O mais recente ocorreu em abril, no bairro Portão. "Vamos resgatar esses outros casos e investigar se estão relacionados a esta quadrilha, porque a ação foi igual", disse o delegado Marcelo Magalhães Pereira.

Até ontem, um homem havia sido preso e indiciado por roubo majorado, depois de ter sido reconhecido pelas vítimas. Na casa dele, os policiais resgataram o cão Thobyas Gabriel. Um casal que mora em Colombo também foi detido por receptação. Eles estavam com a cachorra Laura, que havia sido entregue por outro integrante da quadrilha. A DFR investiga o paradeiro do terceiro cão – um yorkshire chamado Bernardo – também foi levado pelos bandidos.

Mesmo após o trauma do assalto, as professoras Angela e Emilene não desistiram de reencontrar os cães. Elas contrataram um carro de som que percorria o bairro divulgando as características dos cachorros, e espalharam panfletos oferecendo recompensas de R$ 5 mil pelos animais.

Nessa época, começaram a receber mensagens de texto pelo celular de alguém que se chamava "Sr. Justiceiro". Ele dizia que sabia o paradeiro dos cães, mas que exigia R$ 160 mil para resgatá-los e entregá-los às donas. Angela Carolina trocou mais de cem SMS negociando com o bandido. Ele chegou a ameaçá-las, caso avisassem a polícia. "Entramos em depressão, paramos de trabalhar. Tínhamos muito medo, porque eles tinham nosso endereço", disse.

A polícia diz que o autor da extorsão faz parte da quadrilha e está prestes e localizá-lo.

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