Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
impasse

Quase na volta às aulas, Secretaria da Educação suspende distribuição de aulas

Professores conseguiram na Justiça uma liminar que suspende os efeitos da redução na hora-atividade

 | Henry Milleo/Gazeta do Povo
(Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo)

A três dias da volta dos professores às escolas públicas estaduais, marcada para a próxima segunda-feira (13), a Secretaria de Estado da Educação (Seed) suspendeu temporariamente a continuidade do processo de distribuição de aulas.

Nesta quarta-feira (8), a Justiça concedeu uma liminar a pedido da APP-Sindicato, que representa os professores do Paraná, e ordenou a suspensão do artigo 9.º da Resolução 113/2017 da Seed que tratava sobre a redução da hora-atividade, horário dado aos docentes para preparar aulas e corrigir provas e trabalhos. Em nota, a Seed afirmou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e o departamento jurídico da Secretaria estão fazendo uma análise detalhada da liminar para dar os devidos encaminhamentos. A PGE já informou que vai recorrer da decisão.

Desde que a resolução 113/2017 da Secretaria de Educação do Estado do Paraná (Seed) entrou em vigor no dia 23 de janeiro, a tensão entre professores e o governo do estado aumentou e uma “guerra judicial” sobre duas questões pontuais - a definição da hora-atividade e a distribuição de aulas extraordinárias entre os funcionários da educação - tem gerado dúvidas sobre como o ano letivo deve começar no estado.

Os estudantes devem voltar às aulas na próxima quarta-feira (15).

Novas mudanças podem acontecer

Uma nova distribuição de aulas poderá ser feita conforme os critérios antigos da definição da hora-atividade, caso o TJ entenda a decisão do juiz de primeiro grau válida. De acordo com a PGE, assim que a procuradoria é notificada, a Seed é informada para que suspenda os efeitos da resolução. “Dependendo do entendimento do juiz de primeiro grau, a qualquer tempo, a situação poderá ser modificada”, diz a PGE em nota.

A questão não tem prazo para ser julgada. Mas toda a discussão em torno da resolução está sendo feita com base em recursos de cunho provisório e liminar. Ou seja, o processo principal, em que se definirá o mérito da questão de forma definitiva, continua tramitando. Enquanto o mérito não for discutido, não há definições concretas sobre o caso.

Para o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, caso a liminar se mantenha, o governo precisa fazer a redistribuição das aulas o quanto antes. “O governo tem tempo hábil para redistribuir as aulas. Um ou dois dias de mutirão é o suficiente”, diz o professor, afirmando que o governo já deveria ter revogado os dois pontos da resolução, que tem gerado todo o conflito judicial.

“O governo deveria aceitar a argumentação, já que o próprio juiz entendeu o que é correto e justo. Assim os professores poderiam se organizar com os alunos, superando essa etapa jurídica e fazendo justiça nas condições de trabalho”, argumentou.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.