Brasília O número de crianças trabalhadoras no mundo vem caindo. Entre 2000 e 2004, foram 28 milhões de crianças a menos no mercado de trabalho. A queda mais expressiva aconteceu na América Latina, mas até mesmo a região mais pobre, a África Subsaariana, teve uma pequena redução. Apenas na Ásia a situação não mudou.
O panorama apresentado no relatório global da Organização Internacional do Trabalho (OIT) é otimista. O diretor-geral da OIT, Juan Somavia, acredita que será possível eliminar as piores formas de trabalho infantil trabalhos considerados degradantes ou perigosos, como em pedreiras ou olarias até 2016, uma das metas colocadas aos países que assinaram o acordo contra o trabalho infantil.
"A eliminação do trabalho infantil está ao nosso alcance", disse Somavia. "Apesar de ser um desafio de enormes proporções, estamos no caminho correto." A avaliação da OIT é de que a queda não foi maior por falta de vontade política dos países e de esforços maiores para integrar a erradicação do trabalho infantil a projetos de desenvolvimento.
"Se não há vontade política, não há vontade de implementar políticas e encontrar recursos para ações", disse Eduardo Araújo, diretor do Programa Internacional de Erradicação do Trabalho Infantil da OIT para a América Latina.



