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Trânsito

Radares e lombadas eletrônicas são testados em ruas

Dois pontos de Curitiba receberam os equipamentos; motoristas flagrados cometendo irregularidades não serão multados

Testes: qualidade técnica é responsável por 60% da nota na licitação | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Testes: qualidade técnica é responsável por 60% da nota na licitação (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)
Veja quais são os aparelhos e como serão testados |

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Veja quais são os aparelhos e como serão testados

Veja que vários eventos em 2009 interferiram na licitação |

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Veja que vários eventos em 2009 interferiram na licitação

A Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) encerra no dia 6 de novembro o teste de radares e de lombadas eletrônicas das empresas que se candidataram para prestar serviços de fiscalização do trânsito. A licitação prevê a operação de 140 radares e 50 lombadas eletrônicas. O serviço de radar é operado há 11 anos pela mesma empresa.

Os testes são realizados por profissionais do Instituto de Tec­nologia do Paraná (Tecpar), conforme critérios definidos no edital de licitação. A avaliação está sendo feita na Avenida Presidente Kennedy, no trecho entre as ruas Lamenha Lins e San­ta Catarina, e na Rua Dario Lopes, perto da Rodoferroviária. Os motoristas que passarem pelos trechos e cometerem irregularidades não serão multados pelos equipamentos em teste, mas podem enfrentar trânsito lento por causa das simulações feitas por agentes da Diretran.

Depois da fase de avaliação, a próxima etapa é a análise dos preços propostos pelas empresas. Segundo a Urbs, a avaliação da proposta técnica pesa 60% na decisão, enquanto o preço tem importância de 40%.

A previsão é de que os novos equipamentos sejam instalados, no máximo, até o início de 2010. O número de radares irá passar de 110 para 140. Cerca de 40 deles deverão ficar próximos aos locais onde estão instalados atualmente – os demais estarão em pontos diferentes. Já o número de lombadas eletrônicas irá subir de 25 em funcionamento, operadas pela Diretran, para 80.

Sete empresas concorrem para o serviço de radares e seis para o de lombadas eletrônicas. A maioria das empresas participa de ambas as licitações, incluindo a Consilux Consultoria e Construções Elé­tricas, que opera atualmente os radares da capital. Ela gerencia o sistema desde julho de 1998, quando foi assinado o primeiro contrato com a Urbs, e venceu nova licitação em 2004. Desde então, foram feitas pror­rogações de contrato e a última feriu a legislação sobre o tema. "Preferimos pagar multa do que deixar a cidade descoberta", afirma a diretora de Trânsito da Urbs, Rosângela Batistella. O último aditivo feito com a Consilux se encerra em abril de 2010.

A eficácia do sistema de radares da capital foi questionada em ju­­lho deste ano, no laudo elaborado por um perito contratado pela família de Gilmar Rafael Yared, um dos jovens mortos no acidente envolvendo o ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho. O laudo, assinado pelo engenheiro Walter Kauffmann Neto, de Porto Alegre, mostrava que a eficácia dos radares era de apenas 53%.

A Urbs rebateu e disse que conclusão do perito estava baseada em um erro de compreensão sobre o sistema. Rosângela Batistella chegou a levantar a hipótese de o veículo de Carli Filho não ter passado pelo radar. "É perfeitamente possível ele ter feito um caminho diferente", afirma.

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