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Greve

Residentes decidem manter paralisação

Médicos-residentes de Cascavel pararam as atividades por uma hora ontem | Cesar Machado/Vale Press
Médicos-residentes de Cascavel pararam as atividades por uma hora ontem (Foto: Cesar Machado/Vale Press)

A comissão nacional de greve dos médicos-residentes decidiu ontem manter a paralisação iniciada na terça-feira. A categoria rejeitou a proposta do governo de reajustar em 20% a bolsa-auxílio de R$ 1.916. De acordo com nota divulgada pela Associa­ção Nacional dos Médicos-Residentes (ANMR), a decisão foi tomada porque o valor foi considerado muito distante do aumento reivindicado, de 38,7%. O último reajuste da bolsa ocorreu no final de 2006. A inflação acumulada desde então ficou em 20%, mas os residentes afirmam que o valor pedido por eles inclui promessa pelo governo feita naquele ano.

Durante a paralisação, os profissionais que aderiram ao movimento só realizarão atendimentos de urgência e emergência. A ANMR estima que cerca de 18 mil dos 22 mil residentes do país participam da greve.

No Rio de Janeiro, a paralisação ocorre apenas no atendimento ambulatorial, nas cirurgias eletivas e nas consultas médicas nos hospitais. Os plantões em emergência estão mantidos. A própria presidente da Associação dos Residentes do Rio, Beatriz Costa, trabalhou ontem. Ela estava na escala da emergência da Maternidade Leila Diniz, ligada ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Hoje, os médicos farão uma manifestação na Cinelândia, centro do Rio. Ao todo, são 4.620 médicos-residentes no Rio de Janeiro.

No Paraná, houve protesto em Cascavel. Residentes do Hospital Universitário paralisaram as atividades por aproximadamente uma hora e exibiram faixas de protesto. O atendimento aos pacientes não foi afetado. O HU tem 32 médicos-residentes. A médica Taciana Rymszam, que coordena o movimento na cidade, disse que os residentes estão avaliando a possibilidade de paralisar por completo as atividades.

Capital

Em Curitiba, uma assembleia na noite de ontem iria decidir a adesão ou não à greve. Mas até o fechamento desta edição, não foi confirmado o resultado da reunião. Os hospitais que têm mais médicos-residentes na capital são o Hospital de Clínicas, com 276, o Evangélico, com 151, e o Cajuru, com 111.

Colaborou Luiz Carlos da Cruz

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