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Ritmo cai, mas região de Curitiba é a que mais vai crescer até 2020

Estudo do Ipardes prevê crescimento de 17% da população paranaense em 13 anos

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Vídeo: (Foto: RPC TV)

O Paraná deve chegar a 11,18 milhões de habitantes em 2020. O crescimento de 17% faz parte do estudo de projeção demográfica, calculada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), usando a base de dados do Censo de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Em 13 anos, a previsão é que o estado tenha 1,62 milhão mais moradores.

O levantamento indica que a região metropolitana de Curitiba (RMC) vai ter quase 5 milhões de habitantes, trazendo desafios inéditos para o planejamento urbano e ambiental do estado. A população da RMC deve aumentar em 930 mil habitantes entre 2010 e 2020, mas Curitiba deve crescer apenas 37 mil no mesmo período.

A RMC pode passar de oitava grande conurbação brasileira para uma das cinco maiores do país. As projeções do Ipardes apontam que em todas as regiões paranaenses, com exceção da RMC, haverá decréscimo de população. Mesmo o crescimento da região metropolitana de Curitiba não é mais tão intenso como já foi. De 4,95% ao ano na década de 70, passou para 2,84% nos anos 80 e para 3,13% em 90. Já as projeções para 2010 e 2020 indicam aumento anual de 2,74% e 2,11%, respectivamente. Mesmo com a desaceleração, a região metropolitana de Curitiba é a que mais vai crescer no país.

Das 26 cidades que compõem a RMC, apenas 12 serão responsáveis pela explosão demográfica. Campo Largo deve crescer, em números absolutos, menos do que Curitiba. Araucária vai dobrar, Campina Grande do Sul vai triplicar, Almirante Tamandaré terá 100 mil habitantes a mais e Campo Magro terá o tamanho atual de Fazenda Rio Grande, que por sua vez vai ser maior que Maringá. São José dos Pinhais continuará sendo a segunda maior cidade da região, só que com o dobro da população, assim como Quatro Barras e Colombo, que também vão duplicar. Piraquara irá passar – e muito – Pinhais, ficando logo atrás de São José dos Pinhais no ranking de população da região. Já Pinhais deve cair da terceira para a sétima posição.

"Projeção não é destino e tem de ser reavaliada sempre", destaca a coordenadora da pesquisa, Marisa Magalhães. A contagem que IBGE está realizando em todos os municípios com menos de 170 mil habitantes pode alterar a tendência de composição dos pequenos municípios.

A pesquisadora enfatiza que as alterações nos fatores usados para calcular a população são freqüentes. Tanto que o Paraná reverteu a tendência de esvaziamento marcada pela debandada de paranaenses, nas décadas de 70 e 80, para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e de Rondônia. "O estado não está mais perdendo tanta população, mas ainda está com saldo negativo, embora próximo de zero, nas trocas com outras unidades da federação", destaca. Além das migrações, as taxas de natalidade e de mortalidade e o aumento da expectativa de vida são variáveis exploradas pelo Ipardes.

Fatores

A queda no número de filhos por mulher é um dos principais motivos que vai fazer a população paranaense, em geral, crescer em ritmo mais lento. "As famílias continuam diminuindo o tamanho da prole e passamos de quase cinco filhos na década de 70 para 1,9 filho por mulher atualmente. E os dados mais recentes continuam indicando uma queda muito maior do que os demógrafos poderiam prever", avalia a pesquisadora.

Marisa faz questão de frisar que, por mais que as projeções sejam baseadas em metodologias científicas, elas não são à prova de falhas ou verdades absolutas. A superpopulação da RMC pode não se confirmar. "Basta lembrar o que aconteceu em São Paulo. A tendência, com base no crescimento exorbitante das décadas de 70 e 80, indicava que a região metropolitana paulista suplantaria Tóquio e não foi o que aconteceu", salienta.

Com o inchaço das cidades que circundam Curitiba, o número de municípios com mais de 170 mil habitantes no Paraná deve passar dos atuais oito para treze. A tendência continua sendo de esvaziamento nas pequenas cidades e de concentração em pólos. Mas não é uma estimativa generalizada, já que alguns municípios devem crescer por causa de desenvolvimento econômico regional.

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