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Violência

Rone mata suspeitos de assalto em Colombo

Jovens baleados foram removidos do local pelos policiais, desrespeitando determinação do governador

Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para investigar o confronto entre policiais das Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais (Rone) e dois rapazes que foram mortos na noite de anteontem, em Colombo, na re­­gião metropolitana, depois de uma troca de tiros. Segundo in­­formações da sala de imprensa da Polícia Militar (PM), os oficiais avistaram dois jovens suspeitos em uma motocicleta na Vila Ola­ria, no bairro Santa Cândida, em Curitiba. Após uma tentativa de abordagem dos policiais, os rapazes teriam iniciado uma fuga.

Na Rua Abel Scuissiato, nas proximidades do bairro Atuba, em Colombo, os jovens bateram a moto e teriam atirado contra os oficiais. A equipe da Rone revidou e atingiu os dois suspeitos. Luan Terlecki, 21 anos, não resistiu e morreu na hora, enquanto Danilo Ricardo Lofh, 18 anos, morreu a caminho do Hospital Evangélico, segundo a PM. Um revólver calibre 38 foi encontrado com os jovens.

Os dois corpos foram removidos do local do confronto pelos próprios policiais, apesar da determinação do governador Roberto Requião (PMDB), anunciada no último dia 14, de que todas as pessoas feridas em confronto com a PM devem ser atendidas pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Na época, o governador justificou a decisão dizendo que a nova medida daria garantia à sociedade de que "a polícia do Paraná é firme, mas não violenta".

De acordo com a sala de imprensa da PM, a remoção foi feita pela equipe da Rone por causa da confusão e dos riscos que se consolidaram no local da ocorrência. Moradores da região protestaram contra a ação policial. Balas de borracha e bombas de efeito moral foram disparadas para conter o tumulto que se formou.

Nota oficial

Na tarde de ontem, a PM divulgou uma nota oficial sobre o caso assinada pelo comandante do Policiamento da Capital, coronel Jorge Costa Filho. Segundo o documento, a perseguição se iniciou depois que os policiais da Rone avistaram armas com os rapazes. Depois do confronto, o atendimento médico de emergência teria sido executado pelo Siate. A nota não especifica em que momento e em que local o Siate atendeu as vítimas. A PM ainda informou que uma pessoa supostamente roubada pela dupla formalizou queixa na delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, e reconheceu os jo­­vens como autores do crime. O celular desta vítima do roubo teria sido encontrado com os dois rapazes.

A PM confirmou que os policiais envolvidos passarão por acompanhamento psicológico e estão à disposição do Mi­­nistério Público do Paraná, que acompanhará o andamento da apuração dos fatos. A nota oficial divulgada não diz quantos oficiais estiveram envolvidos na troca de tiros. O IPM tem 40 dias de prazo para ser encerrado, mas pode ser prorrogado por mais 20, caso o Comando de Policiamento da Capital julgue necessário.

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