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reivindicação

SBPC quer mediar conflito no novo Código Florestal

“Ciência e tecnologia não têm bandeira de um grupo nem do outro. A bandeira da ciência não tem raça, credo, mote e nem partido político.”
Helena Bonciani Nader, presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa Científica, defendendo que cientistas participem do debate sobre o novo Código Florestal |
“Ciência e tecnologia não têm bandeira de um grupo nem do outro. A bandeira da ciência não tem raça, credo, mote e nem partido político.” Helena Bonciani Nader, presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa Científica, defendendo que cientistas participem do debate sobre o novo Código Florestal (Foto: )

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) voltou a defender ontem, durante a 63.ª reunião anual da entidade, que a tramitação do novo Código Florestal passe pela Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado. O objetivo da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências é trazer equilíbrio ao debate que tem dividido ambientalistas e ruralistas. "Ciência e tecnologia não têm bandeira de um grupo nem do outro. A bandeira da ciência não tem raça, credo, mote e nem partido político", disse a presidente da SBPC, Helena Bonciani Nader.A conclusão do setor é de que o Código Florestal precisa de modificações. No entanto, ponderou o pesquisador José Antô­nio Aleixo da Silva, da diretoria da SBPC, as propostas de alteração apresentadas não atendem às reais necessidades nem ao agronegócio e nem ao meio ambiente a longo prazo.

As entidades científicas encaminharam na última sexta-feira um documento ao Senado solicitando a participação nas discussões. Segundo o texto, o setor tem como contribuir por meio do conhecimento acumulado e de acervos produzidos, inclusive com recursos públicos. Não incluí-los seria "fechar os olhos aos avanços científicos e tecnológicos que o país tem conquistado", cita o documento.

Helena exemplifica que a área de ciência e tecnologia foi essencial no desenvolvimento da agricultura, citando a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). "A agricultura brasileira é fundamental. Em nenhum momento estamos falando contra. No entanto, essa mesma agricultura nega como chegou aí. Só chegou porque teve ciência", disse.

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