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Santa Catarina

SC tem 1ª morte relacionada a ataques; 58 pessoas já foram presas

Desde segunda-feira, segundo a Polícia Militar, foram registrados ao menos 36 ataques e duas manifestações

Um suspeito de tentar atear fogo em um ônibus na tarde desta quinta-feira (15)em Itapema (64 km de Florianópolis), morreu após ter sido atingido numa troca de tiros com a polícia. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no fim da tarde.O ataque aconteceu por volta das 16h30. Esta é a primeira morte divulgada desde o início da onda de ataques em Santa Catarina.

Desde a última segunda-feira (12), 58 pessoas foram detidas em todo o estado de Santa Catarina suspeita de envolvimento em ataques contra ônibus de passageiros, além de carros e módulos da Polícia Militar. Destas, 30 permanecem presas.

O rapaz morto pela PM nesta quinta estava de moto com outro suspeito, que conseguiu fugir. Pelo terceiro dia consecutivo, ônibus do transporte coletivo e bases da polícia sofreram ataques criminosos no Estado.

Desde segunda-feira, segundo a Polícia Militar, foram registrados ao menos 36 ataques e duas manifestações - quando moradores incendiaram caçambas de lixo e jogaram pedras em casas, na parte continental de Florianópolis.

A onda de ataques já atinge onze cidades do Estado - Florianópolis, São José, Palhoça, Tijucas, Gaspar, Navegantes, Itajaí, Blumenau, Criciúma, Balneário Camboriú e Itapema.

Na manhã desta quinta, em Itajaí (93 km de Florianópolis), o mecânico Marcelo Lima viu quando o veículo começou a pegar fogo em frente à casa da mãe dele. "As chamas estavam mais na parte de trás do ônibus, mas fiquei com medo de pegar fogo em tudo", afirma. Por isso, ele entrou no ônibus e dirigiu por alguns metros até parar o coletivo em um terreno baldio.Na capital, Florianópolis, moradores do bairro Ingleses viveram mais uma noite de pânico. Um ônibus foi incendiado em frente a uma igreja, que estava lotada.O incêndio bloqueou a porta principal da igreja, e os fieis tiveram dificuldade para sair do local, segundo a polícia. Ninguém ficou ferido.

Já em Palhoça, na Grande Florianópolis, o motorista de um ônibus teve queimaduras leves nas pernas. Segundo o boletim de ocorrência, ele ficou assustado com o ataque dos criminosos e teve dificuldade para tirar o cinto de segurança. Um passageiro do mesmo ônibus torceu o pé ao pular do veículo, que foi incendiado na noite de quarta-feira.

Durante a madrugada, uma base da Polícia Militar em São José (na Grande Florianópolis) e uma da Guarda Municipal de Balneário Camboriú também foram alvejadas por tiros.

Medidas de segurança

Policiais vão escoltar os ônibus que circulam em regiões catarinenses onde ocorreram ataques violentos nos últimos dias. De acordo com informações do governo catarinense, a decisão foi tomada nesta quinta-feira (15),durante reunião entre o governador Raimundo Colombo e empresários do transporte público.

No encontro, Colombo reforçou que o gabinete de crise está funcionando de forma permanente na Casa da Agronômica, em Florianópolis. Ao todo, três delegados, dois escrivães e seis agentes trabalham nas investigações.

Segundo o Comando Geral da Polícia Militar de Santa Catarina, os ataques são coordenados por grupos que agem dentro e fora dos presídios. Há também pessoas que se aproveitam da situação para cometer atos de vandalismo.

"Os dirigentes também acreditam em uma correlação [da onda de violência] com as ações da polícia contra o tráfico de drogas e as medidas tomadas nos presídios, como a redução de regalias e o aumento de ações de ressocialização [dos presos]", informou o governo estadual.

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