O trabalho de limpeza nas Cataratas do Iguaçu - cujo volume de água está menor por causa da seca - revela o que muitos turistas deixam ao passar pela região. Moedas jogadas na água, na crença de que isso dê sorte, se acumulam por toda parte. Mas não é só isso que os voluntários encontraram.
- Nós encontramos até motor de geladeira, tubulação de canos, bengalas, muita moeda e guarda-chuva, muito do que jogam no Rio Iguaçu e que acaba se depositando nas cataratas. Há, também, latas de refrigerantes, de cerveja e de água mineral - conta o biólogo do Ibama Apolônio Rodrigues.
A limpeza só é possível, porque o rio se mantém baixo há mais de um mês. Por isso, os ambientalistas conseguem andar por lugares onde não poderia chegar. As rochas secas no paredão de 40 metros de altura e um volume de água que não passa de 10% do normal formam um cenário raro.
Pelos registros do Ibama, a última vez que as cataratas ficaram assim, foi há 20 anos. Uma paisagem única, mesmo para quem já esteve aqui muitas outras vezes.
A visitação está 5% menor em relação ao ano passado, mas os guias afirmam: não é por causa da seca.
- Você vê as pedras, você vê como que a cachoeira pode crescer através da vegetação que envolve as pedras da queda d'água, é um espetáculo lindo e essa cidade é maravilhosa de qualquer jeito - afirma o guia de turismo Alonso Campoi.
O grupo que ajudou a recolher o lixo realizou um antigo desejo - sem a cachoeira, ficou mais fácil descer o paredão e enfrentar as corredeiras do Iguaçu, um pouco mais dóceis, mas ainda assim, desafiadoras.



