
O Arranjo Produtivo Local (APL) de Cal e Calcário da Região Metropolitana, entidade que congrega os sindicatos dos produtores de cal, calcário e associações da área no Paraná, prepara-se para lançar o selo verde para empresas que respeitam a legislação ambiental. Ainda não há data marcada para a implantação da ferramenta, mas segundo o APL, faltam apenas alguns detalhes para concluir o projeto.
De acordo com o secretário executivo do APL, Fábio Pini, a história do setor de mineração está marcada por ações de beneficiadoras que, ao longo dos anos, não se preocuparam com o meio ambiente e expansão urbana. "O empresário preocupava-se com dinheiro e com quantos funcionários estava empregando", explica Pini. Segundo ele, porém, de três a quatro anos para cá, o quadro começou a mudar, principalmente depois que a fiscalização apertou.
Para dar suporte às empresas que queiram se adequar, o APL vai promover palestras, fazer o diagnóstico, propor soluções e um cronograma de ações. Depois disso, será chamada uma auditoria externa. Caso a empresa seja aprovada, ela passará a contar com o selo verde. "O selo não significa que ela não pode ser multada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), por exemplo. Significa apenas que ela está seguindo o caminho correto", explica.
Segundo Pini, contudo, o interesse em colocar em prática o "selo verde" não está relacionado apenas ao meio ambiente. "Estamos pensando no mercado também. Não é justo uma empresa gastar e cuidar do meio ambiente e ter de concorrer com outra que não faz nada. Além disso, tem a questão de consciência do consumidor, que pode passar a preferir produtos das empresas com selo verde", diz Pini.
Interessados
Nenhuma empresa no Paraná tem ainda o selo verde, mas já há um punhado de empresários interessados. Um deles é Alzemir Gulin, proprietário da Argafácil, produtora de argamassa feita com cal. Segundo ele, quando seus pais montaram uma indústria de cal, há cerca de 40 anos, não tinham preocupação com o meio ambiente. "Eles só pensavam que tinha que dar certo. Esse tipo de cultura é comum no setor", conta. Quando Gulin foi montar sua própria empresa, há 15 anos, porém, teve uma atitude diferente.
"Desde o nascimento da Argafácil tive a preocupação com o meio ambiente. Acredito que, agora, este selo verde seja uma premiação para quem preserva, pois será um diferencial no mercado", avalia. Com medidas simples na sua empresa implantação de uma "cortina" verde de árvores, filtros, pavimentação e umidificação do pátio e das vias de acesso da empresa Gulin espera a implantação do selo verde, para pedir o seu.
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