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Laranjeiras do Sul

Sete servidores públicos de Laranjeiras do Sul são presos por suspeita de corrupção

Delegado-chefe da 2ª Subdivisão Policial do município, dois investigadores, dois escrivães, um funcionário da prefeitura de Laranjeiras do Sul e um da prefeitura de Nova Laranjeiras que trabalhavam na delegacia foram detidos

Sete servidores públicos foram presos em Laranjeiras do Sul, na região Centro-Sul do Paraná, nesta quinta-feira (11), suspeitos de terem praticado o crime de corrupção passiva. O delegado-chefe da 2ª Subdivisão Policial do município, dois investigadores, dois escrivães, um funcionário da prefeitura de Laranjeiras do Sul e um da prefeitura de Nova Laranjeiras que trabalhavam na delegacia foram detidos.

A operação para a prisão dos servidores foi feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR) em parceria com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Os mandados de prisão foram cumpridos em Laranjeiras do Sul, Guarapuava, Santa Helena, Rio Bonito do Iguaçu, Cascavel e Foz do Iguaçu.

De acordo com o promotor de Justiça Claudio Cesar Cortesia, coordenador do Gaeco de Guarapuava, o delegado e os dois investigadores teriam recebido dinheiro para liberar um caminhão que transportava cigarros contrabandeados, em 13 de outubro. Eles teriam pedido R$ 50 mil e posteriormente reduzido o valor para R$ 25 mil. O grupo teria recebido R$ 10 mil para depois obter outros R$ 15 mil. O veículo foi apreendido posteriormente pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) .

Os outros quatro servidores são suspeitos de cobrar R$ 400 de uma pessoa que teriam prendido ilegalmente em julho deste ano. O promotor afirmou que a pessoa que teria sido presa ilegalmente denunciou os escrivães e os dois funcionários das prefeituras. Já no caso da liberação da carga de contrabando, foram feitas denúncias anônimas.

O delegado e os dois investigadores tiveram a prisão temporária decretada pelo juiz Bernardo Fazolo Ferreira. Já os dois funcionários das prefeituras e os dois escrivães tiveram a prisão preventiva decretada pela juíza Márcia Hubler Mosko, segundo a subseção de Laranjeiras do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Além dos sete mandados de prisão, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Segundo Cortesia, uma arma, mil reais, e documentos foram apreendidos.

A corrupção passiva ocorre quando funcionários públicos solicitam ou recebem uma vantagem indevida. Caso sejam condenados, os acusados podem ficar sujeito a uma pena que varia de 2 a 12 anos de prisão

A reportagem tentou o contato por telefone com o advogado do delegado-chefe de Laranjeiras do Sul, mas, até as 19h, as ligações não tiveram retorno. Os advogados dos outros servidores presos não foram localizados.

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