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Transportes

Sindicato critica veto à circulação de vans na zona sul

Segundo o sindicato do setor, a medida vai gerar desemprego e trazer o caos para o transporte público, já que um volume grande de usuários acabará sendo deslocado para o metrô e ônibus

A decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro de proibir, a partir da próxima segunda-feira (15), a circulação de vans e micro-ônibus em parte da zona sul da cidade foi criticada hoje pelo diretor jurídico do SindVansRio, Guilherme Piserra. Segundo o sindicato do setor, a medida vai gerar desemprego e trazer o caos para o transporte público, já que um volume grande de usuários acabará sendo deslocado para o metrô e ônibus. De acordo com Piserra, as vans transportam 100 mil passageiros diariamente pela zona sul. O sindicato avalia se irá entrar na Justiça contra a medida.

Segundo o "Diário Oficial" do Município, a ideia da prefeitura é reordenar o trânsito nos bairros de Botafogo, Humaitá, Urca, Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon, Lagoa, Jardim Botânico, Gávea, Vidigal, São Conrado e Rocinha.

Nesta quinta-feira (11), o prefeito Eduardo Paes (PMDB) defendeu a medida. Ele afirmou que a zona sul não precisa de transporte alternativo. "O transporte alternativo tem que ser, literalmente, complementar ao grande transporte. Você tem que colocar a van onde não tem transporte nenhum. Nos sub-bairros da zona oeste e norte, onde há uma dificuldade de acesso à rede, a van tem um papel. Na zona sul, pelo amor de Deus, o que não falta é transporte".

O prefeito disse que a maioria das pessoas que operam as vans no Rio são "gente do bem", mas reconheceu que, em alguns momentos, "virou caso de polícia". "Eu não tenho como dizer que a pessoas que operam van no Rio são marginais. Ao contrário, a maioria é de gente do bem. Só que em alguns momentos virou caso de polícia. Por isso criamos coordenadoria especial para tratar essa questão".

Ainda de acordo com o decreto, ficam excluídos da proibição os vans, Kombis e micro-ônibus cadastrados na Secretaria Municipal de Transportes e integrantes do serviço TEC ( Transporte Urbano Especial Complementar de Passageiros) que operam nos bairros da Rocinha e do Vidigal.

A medida acontece após uma turista americana ser estuprada dentro de uma van de transporte coletivo no fim do mês passado. Entre os suspeitos de ter praticado o crime estão o motorista e o cobrador do veículo. Ele teriam pedido que todos os passageiros descessem, com exceção da jovem e seu namorado, que foi agredido.

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