O Sistema Único de Saúde (SUS) gasta anualmente R$ 488 milhões com o tratamento de doenças relacionadas à obesidade, revela pesquisa feita pela Universidade de Brasília. De acordo com o trabalho, baseado em custos de 2011, a maior parte dos recursos é destinada para o atendimento hospitalar R$ 289 milhões. Para atendimento ambulatorial, foram gastos R$ 199 milhões.
Os números preocupam o Ministério da Saúde, principalmente quando se leva em conta o avanço do sobrepeso e da obesidade no país. A população de obesos cresce 0,76% ao ano. O grupo de pessoas com excesso de peso, por sua vez, registra um aumento médio anual de 1,05%. Isso significa que, caso a tendência não seja revertida, os gastos com tratamento dessas doenças deverá aumentar ainda mais.
O crescimento da população com obesidade mórbida também assusta. A velocidade no crescimento é 4,3 vezes maior do que a da obesidade. "É um problema grave, sobretudo quando lembramos que o custo para o tratamento desses pacientes é expressivamente mais alto", afirma a autora do trabalho, Michele Oliveira. A estimativa é a de que tenham sido gastos R$ 32 milhões com cirurgias bariátricas no país em 2011.
Prevenção e tratamento
O ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciou ontem um pacote de medidas para prevenção e oferta de tratamento aos pacientes. Entre elas, o aumento de recursos para cirurgias, a inclusão de novas técnicas para operação e a alteração da idade mínima e máxima para cirurgia bariátrica. A partir de agora, não há mais idade máxima para indicação da cirurgia e a idade mínima foi reduzida de 18 para 16, quando há risco de vida para o paciente.



