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Suspeito de infecção pelo Ebola recebe alta na Fiocruz, no Rio de Janeiro

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou apenas que o segundo exame realizado no paciente deu negativo e que ele continuará recebendo tratamento para malária em Minas Gerais.

Suspeito de contaminação por ebola chegando a Fiocruz, no última dia 10 | Rodrigo Rodrigues/Folhapress
Suspeito de contaminação por ebola chegando a Fiocruz, no última dia 10 (Foto: Rodrigo Rodrigues/Folhapress)

O suspeito de infecção pelo vírus ebola, que não teve o nome divulgado, recebeu alta neste sábado (14), da internação do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), no Rio de Janeiro. Não foi informado o local para onde o paciente foi encaminhado. Em nota oficial, o Ministério da Saúde afirmou apenas que o segundo exame realizado no paciente deu negativo e que ele continuará recebendo tratamento para malária em Minas Gerais. Esse foi o mesmo resultado do primeiro teste.

“O caso está descartado e será notificado à Organização Mundial da Saúde, por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), segundo previsto no Regulamento Sanitário Internacional (RSI)”, informou o ministério em nota.

O brasileiro de 46 anos, suspeito de estar infectado com ebola, retornou ao Brasil, vindo de Nova Guiné, na África Ocidental, no dia 6 deste mês. Depois de dois dias no País, começou a apresentar sintomas como febre alta, dor muscular e dor de cabeça. Na noite do dia 10, foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento da Pampulha, em Belo Horizonte (MG). E, na última quarta-feira, foi encaminhado à Fiocruz, no Rio.

O Ministério da Saúde destaca que as medidas de vigilância para identificação de um possível caso suspeito serão mantidas. “Qualquer pessoa que chegar da Guiné (África), único país com transmissão ativa do vírus Ebola atualmente, e apresentar febre até 21 dias após a chegada ao Brasil, será considerada caso suspeito e ser isolada imediatamente para aplicação do protocolo internacional”, informa.

O ebola é uma doença grave, muitas vezes fatal, com uma taxa de letalidade de aproximadamente 50%. A doença foi identificada pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos: um em uma aldeia perto do rio Ebola, na República Democrática do Congo, e outro em uma área remota do Sudão.

Outra coleta de sangue será feita para confirmar o diagnóstico, e o resultado do novo exame deve ser divulgado no sábado, segundo o comunicado do ministério.

“O paciente continua internado, em bom estado geral e em isolamento”, afirmou o ministério, citando informações do boletim médico do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, referência no país para tratamento de Ebola.

O brasileiro, de 46 anos, voltou ao Brasil em 6 de novembro vindo da Guiné, na África, e começou a sentir alguns sintomas conhecidos da doença dois dias depois. Em Belo Horizonte, ele recorreu a uma unidade de pronto atendimento (UPA), que iniciou o protocolo para lidar com o caso.

O homem, que não teve o nome divulgado, foi transferido por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, onde permanece em isolamento.

De acordo com o ministério, todas as pessoas que tiveram contato com o paciente continuam sendo monitoradas: 59 pacientes da UPA, 31 profissionais de saúde e 5 pessoas que moravam no endereço indicado.

“Caso o segundo exame apresente resultado negativo, o paciente será retirado do isolamento e os 95 contactantes deixam de ser monitorados”, informou o comunicado.

Caso suspeito no PR

Em outubro do ano passado, outro homem vindo da Guiné procurou uma UPA em Cascavel, no Paraná, após apresentar febre, e também foi transferido para o instituto no Rio, onde exames deram negativo e a doença foi descartada.

O surto do vírus letal, que começou em dezembro de 2013, se concentrou na Guiné, Libéria e Serra Leoa, países da África Ocidental, e matou mais de 10.000 pessoas.

A febre hemorrágica mortal também atingiu Senegal, Nigéria e Mali, mas foi contida nestes países. Alguns casos também foram registrados nos Estados Unidos, na Espanha e na Grã-Bretanha.

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