Rio A Polícia Civil concluiu ontem a acareação entre os cinco suspeitos de arrastar o menino João Hélio por 7 quilômetros no Rio, no dia 7 de fevereiro. Segundo o delegado Adílson Palácio, que conduziu o procedimento, Carlos Eduardo Toledo Lima apontado como líder do grupo dirigiu o Corsa Sedan com o menino pendurado. Os suspeitos serão acusados de latrocínio (roubo seguido de homicídio) e formação de quadrilha. Ao todo, a pena pode chegar a até 40 anos.
Lima, de acordo com o delegado, é o único dos suspeitos que ainda se diz inocente. No entanto, todos os outros afirmaram durante a acareação que era ele quem dirigiu o Corsa Sedan com o garoto pendurado.
"Durante a acareação, ele (Carlos Eduardo) ameaçava os outros com gestos e olhares", afirmou o delegado. Depois, quando os criminosos puderam falar com a imprensa, o suposto líder do grupo se disse inocente.
"Eu quero morrer ainda hoje, pior que essa criança, se eu não for inocente", afirmou Lima.
Com a acareação, a polícia concluiu a participação de cada um no roubo e na morte do garoto. O menor teria rendido a mãe de João Hélio, Rosa Cristina Fernandes Vieites, ocupando o banco traseiro do veículo. Em seguida, Carlos Eduardo teria assumido o volante e arrancado com o carro.
Para a polícia, Diego Nascimento estava no banco do carona e teria ameaçado com uma arma um motoqueiro que emparelhou com o Corsa avisando que o garoto estava pendurado.
Os outros dois suspeitos Carlos Roberto da Silva e Thiago estariam no táxi que levou o grupo até o local em que eles abordaram o carro.



