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Transporte metropolitano

Terminal abandonado há 2 anos

Ministério Público cobra explicações da Urbs e da Comec sobre o Roça Grande, em Colombo, que nem foi usado e já precisa de reformas

Há dois anos e quatro meses pronto, terminal do Roça Grande teve os banheiros depredados e os fios elétricos furtados | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Há dois anos e quatro meses pronto, terminal do Roça Grande teve os banheiros depredados e os fios elétricos furtados (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

O Ministério Público Federal (MPF) quer saber por que o Terminal Metropolitano do Roça Grande, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, está pronto há dois anos e quatro meses, mas até hoje não começou a funcionar. A informação foi solicitada à Urbanização de Curitiba (Urbs) e à Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), responsáveis pela construção e operação do terminal. Elas têm prazo de cinco dias para se explicar. A situação é igual à do Terminal Guaraituba (Colombo), que também precisou da intervenção do MPF para definir a data de início de atividade, prevista para o dia 29 de novembro.

O Terminal custou R$ 1,6 milhão e foi construído com recursos da União, mas nunca foi usado e já precisa de uma boa reforma. A pintura sofreu a ação do tempo e de pichadores, os banheiros estão destruídos e os fios da instalação elétrica foram furtados. Ele ocupa um terreno de 5,1 mil m2, entre a Rodovia da Uva e o Contorno Norte.

O Roça Grande foi projetado para atender cerca de 15 mil passageiros, de 11 linhas, a maioria do transporte metropolitano, que hoje se deslocam de bairros de Colombo para o Terminal do Guadalupe, em Curitiba. Sua função é receber e embarcar esses passageiros para o Terminal do Santa Cândida. Além disso, ele será o ponto de integração entre terminais de Almirante Tamandaré (Cachoeira) e Colombo (Alto Maracanã e Centro).

Por enquanto, tudo não passa de mera expectativa. As vias de acesso ainda estão em obras. A Rua Antenor Alves de Souza, no Parque Industrial Roça Grande, no caminho de Almirante Tamandaré, por exemplo, está em obras. Há ainda outro empecilho (o mesmo que adiou por meses a definição da abertura do Terminal do Guaraituba): a Urbs teria de cobrar pela integração, além das novas passagens que o sistema de transporte vai arrecadar.

Segundo a Comec, o essencial para o terminal funcionar era a construção de uma trincheira na Rodovia da Uva, uma vez que o acesso pode ser feito por outras vias, como o Contorno Norte, enquanto todas as obras não forem entregues. A trincheira está pronta desde o início do ano. A Urbs informou que vai atender a solicitação do MPF, mas, por enquanto, não vai se manifestar sobre o assunto.

Enquanto isto, usuários, comerciantes e vizinhos continuam reclamando da situação. "O erro foi fazer o terminal sem os acessos. Colocaram a carroça na frente dos bois", diz o comerciante Cláudio Wosch, um dos proprietários da área desapropriada para fazer a trincheira. Os Wosch discutem na Justiça a indenização paga pelo governo estadual. Ivan José do Nascimento, dono de uma loja de confecções ao lado da trincheira, está pensando em fechar as portas.

O prefeito de Colombo, José Antônio Camargo, disse que o seu objetivo é integrar no futuro todas as linhas que saem da cidade ao Sistema Integrado de Transporte Coletivo de Curitiba.

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