
O filho do empresário Eike Batista, Thor Batista, 21 anos, falou ontem em juízo pela primeira vez sobre seu envolvimento em um atropelamento ocorrido em março de 2012, no Rio de Janeiro. O acidente resultou na morte do ciclista Wanderson Pereira dos Santos. De acordo com Thor, foram feitos acordos com a família da vítima. Ele conta que deu R$ 300 mil para uma tia de Santos.
Thor foi ouvido no Fórum de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, por causa do processo de homicídio culposo quando não há intenção de matar.
O jovem disse ainda que tem recibos e documentos que comprovam os depósitos para uma tia de Santos, identificada apenas como Maria Vicentina. A vítima não tinha filhos e vivia com a parente. A reportagem não conseguiu contatos com a família do ciclista.
Velocidade
O filho do empresário voltou a afirmar o que disse à polícia na época do acidente. Na ocasião, ele confirmou que trafegava dentro da velocidade permitida (110 km/h), e que estava muito escuro no local. Em seu depoimento, Thor ainda disse que o acidente foi "inevitável".
Um laudo divulgado no último dia 10 indicava que Thor dirigia entre 100 km/ e 115 km/h no momento do atropelamento. O laudo anterior, que foi retirado do processo, apontava que ele estava a pelo menos 135 km/h. O carro uma Mercedes-Benz SLR McLaren avaliada em R$ 2,8 milhões era de propriedade de Eike Batista. A sentença deve sair até o fim do semestre.



