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Tigre Hu volta à jaula e atrai curiosos em zoológico

Após o acidente com o garoto, tigre Hu voltou a ser uma das atrações principais do zoológico de Cascavel | Luiz Carlos da Cruz
Após o acidente com o garoto, tigre Hu voltou a ser uma das atrações principais do zoológico de Cascavel (Foto: Luiz Carlos da Cruz)

O tigre Hu atraiu olhares curiosos e foi a principal atração entre os animais do zoológico de Cascavel, no Oeste do estado, na manhã de ontem. O felino ganhou destaque no Brasil e no exterior depois de atacar um menino de 11 anos que teve o braço direito amputado na semana passada. O garoto tentou alimentar o animal, correu de um lado para o outro e subiu na grade da jaula. Ele pulou a cerca de proteção e entrou em uma área proibida para os visitantes.

A manhã começou com os zeladores higienizando o espaço onde o tigre vive. Como primeira refeição do dia, o animal comeu frangos. Pouco depois das 8 horas, os visitantes começaram a chegar. O felino desfilou para o público e até brincou, rolando no chão. Crianças e adultos ficaram encantados com o animal de três anos e que desde os oito meses vive no zoológico de Cascavel.

Pontos de vista

A dona de casa Cleomar Arrocheski mora em Dois Vizinhos, no Sudoeste, e em viagem para visitar um neto acrescentou o zoológico no passeio. Ela conta que, sempre que passa por Cascavel, vai ao zoo. Ela reforça que é preciso ter cautela com relação aos animais, mesmo que estejam fechados em jaulas. "Eu acho que houve um pouco de falta de atenção. [O pai] deveria segurar na mão da criança. O animal não tem culpa. O bicho está preso, mas tem que ter certo cuidado porque é um animal feroz", afirma.

O pastor evangélico Patrick Ferreira Padilha acredita que o acidente foi uma sucessão de erros. "Tiramos os animais do seu habitat natural e os colocamos em uma jaula para ficarmos admirando. Os animais têm a natureza deles e, às vezes, nós acabamos esquecendo disso", avalia.

Segundo o pastor, o pai do menino teve sua parcela de culpa por não cuidar do filho e o zoológico também teve influência no resultado, por não manter vigilância no local. "Não cabe a nós achar o responsável porque foi um acidente, mas sim tomar as medidas de segurança necessária para que isso não volte a acontecer", diz.

A advogada Alessandra Abraão mora em Curitiba e aproveitou o passeio a Cascavel para levar a filha Rafaela para visitar o zoológico. "Eu acho que foi uma fatalidade. Fiquei com pena do menino, da família e do animal", afirma.

Ontem o delegado Denis Zórtea Merino, que preside o inquérito policial sobre o acidente, ouviu funcionários do zoológico. O pai do menino só deve ser ouvido após os depoimentos das demais testemunhas.

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