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“Tio Mário” diz que tem nojo de política, mas confia no sobrinho

São Paulo – O "tio Mário", que emprestou R$ 150 mil para José de Filippi Júnior, novo tesoureiro da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pagar uma dívida de R$ 183 mil com a Justiça, tem "nojo" de política, mas disse ter votado no sobrinho na eleição para prefeito de Diadema em 2004. "Nele eu votei, é lógico", declarou.

Ele defendeu Filippi, a quem classificou de honesto, e afirmou que, com o parente à frente da arrecadação de recursos para a campanha de Lula, o PT não corre o risco de ter um outro Delúbio Soares, que utilizou "recursos não-contabilizados" para pagar dívidas de campanha e acabou envolvido no escândalo do "mensalão". "Com ele vai ser um negócio limpo", disse. "Tenho certeza de que ele não será um novo Delúbio; de jeito nenhum."

Mário Moreira é proprietário de um supermercado em Cidade Ademar, extremo da zona sul de São Paulo, na divisa com Diadema. "No dia 6 de agosto vai fazer 43 anos que tenho o estabelecimento", declarou, acrescentando que trabalha "mais de 12 horas por dia".

O supermercado do comerciante encaixa-se na definição de Empresa de Pequeno Porte (EPP) e está inscrito no Simples paulista. Pela lei, podem se beneficiar de ter uma alíquota menor de imposto as empresas cujo faturamento não tenham ultrapassado R$ 1,2 milhão no ano passado. Isso significa que o faturamento do supermercado, em 2005, não deve ter sido superior a R$ 100 mil mensais.

Questionado se tem algum envolvimento político, "tio Mário" foi enfático. "Graças a Deus nunca fui envolvido com política. Tenho nojo. Sabe nojo?", afirmou. "Não gosto de política por causa desta sujeira; o que estão fazendo com o Filippi é uma sujeira."

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