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Investigação

Tráfico de armas para a Favela da Rocinha passava pelo Paraná

Homens acusados de distribuir armamentos para o Rio de Janeiro foram presos no Oeste paranaense. Material seria encomendado pelo traficante Nem

Três homens acusados de envolvimento em um esquema de tráfico de armas do Paraguai para a Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, foram detidos no Paraná. As prisões, efetuadas na semana passada, foram anunciadas nesta segunda-feira (20) pela Polícia Civil carioca.

Os suspeitos foram encontrados depois de uma investigação de cinco meses que envolveu autoridades do Rio de Janeiro e do Paraná. O objetivo era bloquear novas rotas de transporte de pistolas, fuzis, granadas e munição encomendadas por Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem. A Rocinha serve como um ponto de distribuição para as demais favelas ocupadas pela quadrilha chefiada por ele.

Luiz Cláudio Carvalho, o Coroa, foi encontrado em São Miguel do Iguaçu, no Oeste paranaense. Já Antônio Ezequias Gura, conhecido como Gordo, estava hospedado em um hotel no Centro de Foz de Iguaçu. Junto com Gordo, também foi preso Carlos Vinicius Braga dos Santos, o Cafu, apontado como um intermediário de traficantes da Rocinha.

Em ligações telefônicas, os acusados foram flagrados negociando a reposição de granadas e fuzis apreendidos no dia 21 de agosto, quando bandidos da comunidade trocaram tiros com policiais e invadiram um hotel de luxo no bairro de São Conrado, no Rio de Janeiro, fazendo trinta e cinco pessoas como reféns. Nas gravações obtidas com autorização da Justiça, Gordo negocia a venda de fuzis M16 para traficantes da Rocinha e chega a oferecer uma metralhadora antiaérea a um dos intermediários da quadrilha de Nem.

De acordo com a responsável pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), Márcia Beck, anotações encontradas com os fornecedores indicam que eles vendiam 10 fuzis, 14 mil projéteis e mais de duas toneladas de maconha a cada 20 dias para os traficantes do Rio.

A operação policial não apreendeu armas e dinheiro, porque, segundo a delegada, os líderes das quadrilhas de fornecedores não guardam o material comercializado e costumam transportá-los desmontados, escondidos em carros de passeio discretos.

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