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Violência

Travesti é morta em novo ataque em Curitiba

Mais uma travesti foi executada anteontem à noite em Curitiba. É quinta em menos de dois meses, numa nova ação do tráfico de drogas. Desta vez, o crime ocorreu em uma pensão, na Rua Iapó, no bairro Rebouças. As travestis Rafaele e Soraia e o companheiro de Rafaele, André, foram pegos de surpresa por três homens armados. Rafaele foi morta no local, Soraia foi baleada no rosto e André levou três tiros na barriga. Os feridos foram atendidos em hospitais de Curitiba e não correm risco de morte.

Segundo um dos sobreviventes, Rafaele era usuária de crack e cocaína e devia R$ 500 para um traficante, que mora nas imediações da pensão. "Ele estava a cobrando há cerca de um mês. Os atiradores trabalham para ele", disse. Na pensão, o medo é tão grande que ninguém admite sequer ter ouvido os tiros.

Nos últimos dias, a Delegacia de Homicídios de Curitiba esclareceu a morte de quatro travestis, atribuindo os crimes à quadrilha do traficante Hirosshe de Assis Eda, conhecido como Japonês. O corpo de Dara foi encontrado dentro de um Fiat Uno no bairro Mercês, no último dia 26. Já a travesti Jennifer foi morta no Centro de Curitiba, no dia 6 do mês passado, e Fernanda e Juliana no Trevo do Atuba, nos dias 4 de maio e 27 de abril, respectivamente.

Segundo a polícia, todas deiam para o tráfico de drogas. No entanto, a ONG Aliança Paranaense pela Cidadania, que defende os direitos do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), acha que é cedo para atribuir tudo ao tráfico de drogas. "A polícia ainda não me convenceu disso", disse Márcio Marins, em nome de ONG.

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