Três policiais civis de Maringá foram presos na manhã desta quarta-feira (30), durante a Operação Mandrake, organizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).
De acordo com a assessoria de imprensa do MP-PR, os policiais são investigados por corrupção passiva e violação de sigilo funcional. Outras duas pessoas também foram presas, acusadas de corrupção ativa, estelionato e falsificação de documentos. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
As cinco prisões temporárias foram determinadas pelo promotor Laércio Januário de Almeida, de Maringá. Ele afirmou que não vai se pronunciar sobre o caso, já que as informações correm em segredo de justiça.
Segundo o MP-PR, as investigações começaram em outubro de 2011, a partir da prisão de um suspeito por estelionato. Ele portava documentos falsos e faria operações financeiras na região. Os policiais civis acobertariam os golpes, ainda de acordo com o Ministério Público.
As prisões coincidem com a Operação Liberdade, que ocorre em todo o estado e, em Maringá, prendeu 46 pessoas, todas ligadas a tráfico de drogas, roubos e homicídios na região. No entanto, o delegado da Polícia Civil de Maringá que coordenou a ação na região, Nagib Nassif Palma, ressalta que não há ligação entre as ações. "São duas operações separadas, completamente diferentes. A prisão dos policiais não tem nada a ver com a Operação Liberdade", afirma Palma.



