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Curitiba

Trio é condenado por espancar idosa até a morte no bairro São Francisco

Decisão da Justiça sai um ano depois do crime que vitimou a artista plástica Irene Rolek, 87 anos

O Ministério Público foi comunicado nesta quarta-feira (17) que os três réus acusados de assassinar a artista plástica Irene Rolek, 87 anos, foram condenados pelo crime de latrocínio (morte para fins de roubo). A decisão, assinada pela juíza Fabiane Pieruccini em 4 de junho, ainda não foi oficialmente informada aos advogados do trio.

Irene e a irmã, Sophia Rolek, 86 anos, foram espancadas por três rapazes na madrugada do dia 6 de agosto. Eles tentavam roubar a casa das idosas, localizada na Rua Ermelino de Leão, porém despencaram do forro. Passaram então a bater nas duas, que acordaram assustadas. Sophia foi levada em estado grave ao hospital, mas se recuperou e passa bem. Irene, que era artista plástica, não resistiu aos ferimentos.

Além dos três, Cláudio Marques dos Santos, que também foi condenado, estaria diante da casa com um carro que seria usado na fuga. Cláudio, no entanto, saiu antes do combinado e os três teriam pego um táxi. O crime teria sido planejado por ele.

Seis dias depois, a polícia prendeu Alison Henrique Cordeiro, João Maria Alves Filho, ambos de 18 anos na época, e apreendeu o adolescente. Eles trabalhavam a mando de Cláudio em pequenos consertos na casa das idosas e confirmaram que eram bem recebidos pelas irmãs. Segundo Cordeiro disse no dia em que foi preso, as idosas não só pagavam preços elevados pelo serviço, como também serviam bolacha e café durante a tarde. As idosas pagavam os serviços em dinheiro, o que "chamou a atenção" dos criminosos, como confessou Cordeiro. Cláudio cobrou R$ 5 mil para o conserto de uma torneira e R$ 3,2 mil para a troca de uma caixa de correspondência.

Um ano depois do crime, a 14ª Vara Criminal de Curitiba condenou os maiores de idade suspeitos, que seguem presos (veja quadro com cada uma das sentenças). O adolescente que também teria participado do crime está internado em uma unidade de atendimento socioeducativo desde então.

"Não há reparos na decisão da Justiça", disse o promotor Sylvio Roberto Kulhmann. Para ele, os suspeitos foram "muito cruéis".

Cabe recurso na decisão. A defesa dos acusados terá cinco dias depois da publicação no Diário Oficial da Justiça do resultado do julgamento.

Outro lado

O advogado Ronald Brandalize, que representa Cláudio, disse que ainda não recebeu a intimação com a decisão e, por isso, não comentaria o caso. "Não sei ainda o teor desse julgamento", afirmou.

Os outros dois acusados foram representados pelo Núcleo de Práticas Jurídicas da Unicuritiba, que trabalhou como defensor dativo no caso. O professor Roosevelt Arraes, que trabalhou no caso, também relatou não ter sido comunicado da decisão, mas adiantou que deve recorrer. "É um direito dele e faremos o possível para representá-los", disse Arraes.

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