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Voo AF 447

Um “buraco negro” no Atlântico

Presidente francês fala em área sem comunicação sobre o oceano, sob a responsabilidade do controle de voo do Senegal

Paris - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, enviou um ministro ontem ao Senegal para conversações sobre a melhora das comunicações de voo, após uma investigação a respeito do acidente do avião da Air France indicar problemas nesta área. "Existe um buraco negro. Isso não é normal", disse Sarkozy em coletiva de imprensa no Palácio do Eliseu. O ministro da Cooperação, Alain Joyandet, viajou a Dacar, capital do Senegal, para "visitar nossos amigos senegaleses e verificar como podemos evitar a existência desse buraco negro, esse vazio nas comunicações", ele disse.

Investigadores franceses disseram na semana passada que o voo 447 da Air France fracassou em fazer contato com os controladores de voo em Dacar após deixar o espaço aéreo brasileiro. Segundo a investigação, os controladores de voo de Dacar demoraram para perceber que o avião havia desaparecido no Oceano Atlântico. O Airbus 330, com 228 pessoas a bordo, caiu no mar em 1º de junho, enquanto voava em uma zona com muita turbulência, já fora da cobertura brasileira de radares e bem distante da costa sul-americana.

"Especialistas franceses, brasileiros e senegaleses vão tentar descobrir o que pode ser feito, então nós não entraremos mais nesse buraco negro", disse Sarkozy durante a entrevista coletiva, ao lado do presidente Lula. Sarkozy elogiou as autoridades brasileiras e as forças armadas do país por seu "trabalho fantástico" em seguida ao acidente. Segundo o presidente francês, a cooperação entre os dois países foi "totalmente extraordinária". Lula rejeitou alegações de investigadores franceses, de que eles não tiveram acesso às autópsias de corpos resgatados, ao dizer que não há nada a esconder. As informações são da Dow Jones.

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