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Mata Atlântica

Uma usina para turista ver

Projeto-piloto busca incluir em roteiros de visitação uma hidrelétrica da década de 30, ainda em funcionamento, em São José dos Pinhais

Estrutura começou a ser erguida em 1928, embrenhada na mata do trajeto entre Curitiba e Joinville | Henry Milléo/ Gazeta do Povo
Estrutura começou a ser erguida em 1928, embrenhada na mata do trajeto entre Curitiba e Joinville (Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo)
No caminho para a Usina de Chaminé, o Morro Redondo chama a atenção com uma rápida trilha |

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No caminho para a Usina de Chaminé, o Morro Redondo chama a atenção com uma rápida trilha

Pela frente, muito verde e a possibilidade de enxergar até Curitiba em dias de céu aberto |

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Pela frente, muito verde e a possibilidade de enxergar até Curitiba em dias de céu aberto

Na Usina de Chaminé, a grande atração é o trolei, um tipo de bondinho que desce 650 metros |

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Na Usina de Chaminé, a grande atração é o trolei, um tipo de bondinho que desce 650 metros

A vista é linda: cercado de verde e com a usina e o Rio São João lá embaixo |

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A vista é linda: cercado de verde e com a usina e o Rio São João lá embaixo

Lá embaixo, é possível observar a beleza da Mata Atlântica |

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Lá embaixo, é possível observar a beleza da Mata Atlântica

A Chaminé foi construída em duas etapas: a primeira, de pedra, ficou pronta na década de 1930. A segunda, em concreto, foi inaugurada vinte anos depois |

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A Chaminé foi construída em duas etapas: a primeira, de pedra, ficou pronta na década de 1930. A segunda, em concreto, foi inaugurada vinte anos depois

Quatro turbinas geram 18 MW de energia |

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Quatro turbinas geram 18 MW de energia

As ferramentas para essas turbinas estão organizadas nas paredes |

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As ferramentas para essas turbinas estão organizadas nas paredes

O leito do rio não foi desviado, mas a água que move as turbinas passa por uma longa tubulações: são mais de dois quilômetros de tubos |

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O leito do rio não foi desviado, mas a água que move as turbinas passa por uma longa tubulações: são mais de dois quilômetros de tubos

A terceira mais antiga hidrelétrica do Paraná, encravada em um trecho preservado da Serra do Mar, pode virar ponto de visitação. "Queremos desenvolver essa região da Mata Atlântica muito bonita, onde vivem famílias e é possível fomentar o turismo rural", explica o diretor do departamento de turismo de São José dos Pinhais, Antonio Marcos Chupel.

SLIDESHOW: Confira mais fotos da bela paisagem da usina

Por enquanto, a prefeitura negocia com a Copel a implantação de um projeto-piloto, com visitas guiadas à Usina Chaminé. A hidrelétrica fica na rota da antiga estrada que ia de Curitiba a Joinville, que passa por uma área de mata na Serra do Mar. São 15 minutos de trilha, com direito a cachoeiras e uma descida de "trolei", um tipo de bondinho em que os passageiros vão em pé.

A Usina Chaminé, que pertence à Copel, continua em funcionamento. Para sair da vila de moradores e chegar até a hidrelétrica construída na década de 1930, há dois caminhos: ou pela estrada, com cerca de dois quilômetros, ou pelos 650 metros de descida em um trolei. Parece simples, mas não é tanto: os trilhos foram construídos em 1928, para levar os materiais para erguer a usina, e a inclinação chega a 55 graus. Os deslocamentos são lentos: 13 minutos para descer. Quem enfrenta o desafio, admira a vista, com a usina e as corredeiras do Rio São João. A possibilidade de um circuito radical está sendo avaliada, com rafting pelo rio.

O operador de usina Leonel da Rocha Vieira, 48 anos, passou metade da vida trabalhando na Chaminé. Desde que entrou para a Copel, em 1989, ele sempre bateu cartão na hidrelétrica de São José dos Pinhais. Por causa da distância do centro da cidade, o trabalho sempre foi em turnos – agora são seis dias na Chaminé e quatro de folga. Ficar longe de casa não é mais problema. "Já acostumei", diz Vieira. Do Morro Redondo, em dia de tempo aberto, dá para ver até parte de Curitiba.

A distância também é amenizada porque o operador de usina não fica lá sozinho: os turnos são sempre em dupla. Até três meses atrás, seu parceiro de trabalho era o próprio irmão, que entrou na Copel alguns meses antes que ele. Nos últimos anos, o trabalho ficou mais simples. Como a usina é teleoperada, estar lá significa dar apoio e zelar pelo espaço. Agora não é preciso mais fechar as pesadas comportas de concreto ou tirar as folhas que se acumulam na grade da represa, porque o processo foi mecanizado. A fidelidade à Chaminé deve permanecer. Vieira não tem intenção de trabalhar longe dali, que considera como um das usinas mais bonitas da Copel. "Aqui você trabalha com o coração, não é só o serviço", diz.

Usina Chaminé

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