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Memória

Vai-se um homem de fino-trato

Araújo: fama no teatro ganhou as páginas da literatura | Marcelo Elias/ Gazeta do Povo
Araújo: fama no teatro ganhou as páginas da literatura (Foto: Marcelo Elias/ Gazeta do Povo)

O escritor, diretor e dramaturgo Alcione Araújo morreu na madrugada de ontem, em Belo Horizonte, aos 67 anos. Ele estava hospedado em um hotel no bairro Savassi, junto da namorada e dos sogros, quando sofreu um enfarte. Ele morreu antes de ser atendido por um médico.

Mineiro de Januária, Araújo morava desde 1978 na capital do Rio, para onde seu corpo foi transportado. O velório acontece hoje, no Memorial do Carmo, no Caju, Rio de Janeiro. O corpo será cremado.

Formado em Engenharia e com mestrado em Filosofia, Araújo ingressou ainda jovem em um curso de formação de atores. Quando estava com 29 anos, teve sua primeira peça encenada, Há vagas para moças de fino trato, com direção de Aderbal Freire-Filho. Ganhou projeção nacional quando o texto foi montado em São Paulo, com Glória Menezes, Yoná Magalhães e Renata Sorrah, sob a direção de Amir Haddad.

Araújo também escreveu outra peça de grande sucesso, Doce Deleite, de 1981, inicialmente encenada por Marília Pêra e Marco Nanini, brilhantes nos 12 esquetes cômicos. Entre 2003 e 2007, Alcione se entregou a um projeto ambicioso: costurar a trajetória de personagens diversos que viveram no Brasil nos séculos 19 e 20 e se confundiram com importantes momentos históricos. O resultado foi o romance Pássaros de Voo Curto , publicado pela Record.

Escreveu também os romances Ventania (2011) e Nem mesmo todo o oceano (1998) e as reuniões de crônicas Cala a boca e me beija (2010) e Urgente é a vida (2005).

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