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Campo Mourão

Vândalos arrombam escola e põem fogo em material didático

Os invasores colocaram fogo na secretaria da escola. O incêndio, que começou por volta das 3h, consumiu livros e provas, além de móveis. Ninguém foi preso pela ação

Vizinhos contam que, antes de o incêndio começar, ouviram rapazes anunciando que iriam depredar a escola | Dirceu Portugal/Gazeta do Povo
Vizinhos contam que, antes de o incêndio começar, ouviram rapazes anunciando que iriam depredar a escola (Foto: Dirceu Portugal/Gazeta do Povo)

Materiais escolares e móveis de uma escola pública de Campo Mourão, a cerca de 90 quilômetros de Maringá, foram consumidos pelo fogo na madrugada deste domingo (23). O incêndio foi provocado por vândalos, que pularam um muro, com três metros de altura, e arrombaram uma porta para ter acesso à Escola Estadual Vinicius de Moraes, no bairro Cohapar.

Os invasores colocaram fogo na secretaria da escola. O incêndio, que começou por volta das 3h, consumiu livros e provas, além de móveis. Uma equipe da Polícia Militar esteve na escola e tentou controlar o incêndio, até a chegada do Corpo de Bombeiros, mas não conseguiu prender os autores do incêndio.

Vizinhos da escola contam que, minutos antes do incêndio, ouvirem rapazes anunciando aos gritos que iriam depredar a escola. "Eles diziam que a escola não servia para nada, que iriam quebrar tudo e depois colocar fogo", contou uma dona de casa, que preferiu não se identificar.

"Os rapazes estavam alucinados, começaram a chutar os portões do colégio e, de repente, sumiram. Acredito que foi neste horário que eles pularam o muro e colocaram fogo na secretaria da escola", acredita a dona de casa.

Escola é a mesma onde estudantes foram enterradas

Em agosto do ano passado, policiais civis encontraram em uma fossa e no forro da escola, ossadas humanas das estudantes Dimetria Laura Vieira, de 17 anos, e Iara Pacheco de Oliveira, de 21 anos. Elas foram mortas, esquartejadas, queimadas e tiveram os ossos jogados na fossa e escondidos no forro da escola.

O zelador, Raimundo Gregório da Silva, de 52 anos, réu confesso dois crimes, continua preso na delegacia de Campo Mourão.

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