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Réveillon

9 desejos para 2009

Além do pedido de paz e saúde, a virada do ano é marcada pela vontade de realizar novos projetos. Nesta reportagem, os desejos de nove leitores que escolheram receber o ano-novo perto do mar

O bancário nasceu em Matinhos, morou em diversas cidades paranaenses e há cinco anos voltou para a terra natal. Seu desejo para 2009 é terminar o curso de Turismo. “Gostaria de ajudar minha cidade a prosperar, atendendo cada vez melhor os turistas.” - Onde vai passar o ano-novo: Matinhos. - Costumes e Rituais: vai à igreja com a família e amigos. Na ceia, consome lentilha e frutas. Vai à praia depois da meia-noite só para apreciar o movimento. - Lemuel Freire Viana, 41 anos, bancário | Fotos: Jonathan Campos/Gazeta do Povo
O bancário nasceu em Matinhos, morou em diversas cidades paranaenses e há cinco anos voltou para a terra natal. Seu desejo para 2009 é terminar o curso de Turismo. “Gostaria de ajudar minha cidade a prosperar, atendendo cada vez melhor os turistas.” - Onde vai passar o ano-novo: Matinhos. - Costumes e Rituais: vai à igreja com a família e amigos. Na ceia, consome lentilha e frutas. Vai à praia depois da meia-noite só para apreciar o movimento. - Lemuel Freire Viana, 41 anos, bancário (Foto: Fotos: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)
Desde os 11 anos, Adriano passa as viradas de ano nas praias do Litoral paranaense. Nesse ano, ele deseja saúde para a filha Natasha, de 10 anos, e pretende retomar os treinos dos esportes que praticava, jiu-jitsu e bodyboard. - Onde vai passar o ano-novo: Guaratuba. - Costumes e Rituais: não tem superstição quanto aos alimentos na hora da virada de ano. Gosta apenas de reunir amigos e a família para ver os fogos na praia. - Adriano André Alves da Rocha, 31 anos, funcionário público municipal. |

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Desde os 11 anos, Adriano passa as viradas de ano nas praias do Litoral paranaense. Nesse ano, ele deseja saúde para a filha Natasha, de 10 anos, e pretende retomar os treinos dos esportes que praticava, jiu-jitsu e bodyboard. - Onde vai passar o ano-novo: Guaratuba. - Costumes e Rituais: não tem superstição quanto aos alimentos na hora da virada de ano. Gosta apenas de reunir amigos e a família para ver os fogos na praia. - Adriano André Alves da Rocha, 31 anos, funcionário público municipal.

A curitibana tem formação em Farmácia, área em que trabalha atualmente, e pretende retomar a empresa de transporte escolar, que é um negócio da família.

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A curitibana tem formação em Farmácia, área em que trabalha atualmente, e pretende retomar a empresa de transporte escolar, que é um negócio da família.

Juntos há quatro anos, o casal de Jaguariaíva deseja tranqüilidade e pensa em mudar para o Litoral.

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Juntos há quatro anos, o casal de Jaguariaíva deseja tranqüilidade e pensa em mudar para o Litoral.

A administradora curitibana é casada há 13 anos e tem um filho com 9 anos. Ela sonha em trocar de casa para ter um espaço mais amplo, que proporcione mais conforto para a família. - Onde vai passar o ano-novo: Guaratuba. - Costumes e rituais: é contra jogar flores e oferendas no mar, para não poluir a praia. Passa a virada do ano na praia, com a família, e pula sete ondas sem olhar para trás. Depois, come uvas, ameixas e romã. Não consome carne de aves no ano-novo. - Josiane Cristina Tineu, 30 anos, administradora. |

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A administradora curitibana é casada há 13 anos e tem um filho com 9 anos. Ela sonha em trocar de casa para ter um espaço mais amplo, que proporcione mais conforto para a família. - Onde vai passar o ano-novo: Guaratuba. - Costumes e rituais: é contra jogar flores e oferendas no mar, para não poluir a praia. Passa a virada do ano na praia, com a família, e pula sete ondas sem olhar para trás. Depois, come uvas, ameixas e romã. Não consome carne de aves no ano-novo. - Josiane Cristina Tineu, 30 anos, administradora.

Relaxar, não se estressar e curtir mais a vida, amigos e família são os desejos do casal Cláudio e Cleonice, de Maringá.

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Relaxar, não se estressar e curtir mais a vida, amigos e família são os desejos do casal Cláudio e Cleonice, de Maringá.

A curitibana Rafaela planeja estudar muito.

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A curitibana Rafaela planeja estudar muito.

Os integrantes da família, de Curitiba, desejam passar mais um ano todos juntos, com saúde e segurança financeira.

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Os integrantes da família, de Curitiba, desejam passar mais um ano todos juntos, com saúde e segurança financeira.

O brasiliense Hélcio Araújo mora com a família em Curitiba há um ano e meio e deseja mais segurança.

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O brasiliense Hélcio Araújo mora com a família em Curitiba há um ano e meio e deseja mais segurança.

Roupa branca e nova, ceia farta, champanhe gelado, fogos, família e amigos. Tudo para brindar e testemunhar o fim de um ciclo e o nascer de um novo ano. Não há uma regra, mas a maioria das pessoas mantém um ritual para a passagem, seja por superstição ou apenas para comemorar a chegada de um novo período.

O psicólogo e antropólogo Gilberto Gnoato explica que o ser humano é movido pelo medo e pela esperança. Assim, celebrar o fim de um ano é como zerar o velocímetro. "É um momento em que nos propomos a uma reavaliação e temos a oportunidade de depurar as coisas ruins que aconteceram", diz.

Além da importância individual, Gnoato observa que o ritual de virada de ano influencia a organização e o ritmo da sociedade. "É preciso elaborar orçamentos para os próximos 12 meses e cumprir uma série de compromissos sociais. O início do ano traz a renovação dessas responsabilidades", analisa.

De acordo com a psicóloga Raquel Luz dos Santos, o aspecto mais importante da passagem é o momento de transição, o instante que não é nem um ano nem o outro. "Sentimos a necessidade de estabelecer um controle ritual desse momento. Para isso festejamos, confraternizamos e abraçamos pessoas que não conhecemos", diz Raquel.

É desse momento de necessidade de renovação que nascem os diversos rituais e simpatias, influenciados por crenças e culturas diferentes. Na análise do antropólogo, a aliança social estabelecida na passagem do ano representa o desejo único de renovação. Esta união é tradicional nas grandes festas de réveillon em todo o mundo, como na Times Square, em Nova Iorque, ou na Avenida Champs-Elysées, em Paris.

No Brasil, o espaço coletivo mais popular para receber o ano-novo são as praias. "Trata-se de uma questão geográfica e de herança cultural dos povos que formaram nossa identidade", diz a psicóloga Raquel. "Como a virada do ano é um tempo de estabelecer novos projetos, a praia se configura como um espaço coletivo em que se celebra a unidade social", afirma o antropólogo.

Além disso, o mar, segundo os psicólogos, tem ligações religiosas e místicas com a nossa cultura. Veja nove veranistas que escolheram o mar como cenário para a chegada do novo ano.

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