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Navegação

Barco irregular põe passageiros em risco

Proprietários de embarcações devem seguir normas da Capitania dos Portos referentes a equipamentos e capacidade máxima

Gilberto Antonietto tem em seu barco todos os equipamentos exigidos pela Capitania dos Portos para garantir segurança | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Gilberto Antonietto tem em seu barco todos os equipamentos exigidos pela Capitania dos Portos para garantir segurança (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Matinhos - A editora Raquel Baldissera, 24 anos, passou por um susto no início deste ano. Ela ia de Guaraqueçaba a Paranaguá em uma embarcação que navegava com lotação acima da capacidade – imprudência que, por pouco, não terminou em acidente. "Quando estávamos quase chegando, muitas pessoas foram levadas para outro barco, porque estava muito perigoso. Cabiam 100 passageiros, mas o barco tinha 150", recorda.

Para coibir situações como essa, a Capitania dos Portos estabelece uma série de normas de segurança. As regras e itens obrigatórios variam de acordo com as características da embarcação e o local da navegação. Neste verão, com dois terços da temporada transcorrida, a capitania registrou sete acidentes com embarcações, com três mortes por afogamento. Em toda a temporada anterior, foram 13 acidentes, com duas mortes.

Barcos menores e que trafegam nas proximidades da costa, como os de pesca, precisam somente de coletes salva-vidas e luzes para navegação noturna. Já embarcações maiores e que fazem viagens mais distantes, como iates, também devem dispor de equipamentos como radiocomunicadores e sinalizadores. No caso de embarcações de travessia, como a qual viajava Raquel, além dos itens anteriores, tem que haver assentos em local seguro para todos os passageiros.

O administrador de empresas e sócio do Iate Clube de Guaratuba Gilberto Antonietto possui um barco de porte médio e está sempre atento às exigências. "Gasto bastante, mas é necessário e importante para minha segurança", ressalta.

Acidentes

O chefe do Departamento de Segurança do Tráfego Aquaviário da Capitania dos Portos do Paraná, comandante Avelino de Freitas, lista as principais causas de acidentes. "Nas embarcações de transporte, a infração mais recorrente é o excesso de passageiros. Em relação aos barcos de pesca e recreio, os casos mais frequentes são de falta de documentação e coletes salva-vidas", informa. Quem é flagrado em situação irregular é notificado e deve justificar o ato perante a capitania. Se a defesa não for aceita, o infrator está sujeito à multa e apreensão da embarcação.

Serviço

Denúncias sobre irregularidades de embarcações podem ser feitas diretamente à Capitania dos Portos pelo telefone (41) 3420-1562. A relação dos itens obrigatórios nas embarcações consta no site da capitania, http://www.mar.mil.br/cppr, no link Normas da DCP.

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