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Segurança

Descer rio de boia exige equipamentos

Os veranistas que decidirem praticar boia cross nos rios devem exigir que os locatórios forneçam capacetes e coletes salva-vidas. No último domingo, uma mulher de 45 anos morreu afogada no Rio Nhundiaquara, em Morretes, no Litoral do Paraná. Ela caiu da boia e não usava os equipamentos.

A obrigatoriedade do fornecimento dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) pelos locatários das boias está prevista na Lei Municipal 31/97 e também na Portaria 53, de novembro de 2006, da Capitania dos Portos do Paraná.

Segundo o delegado de polícia Lauro Gritten, de Morretes, as apurações iniciais do inquérito que investiga as circunstâncias da morte apontam que a vítima não utilizava os equipamentos obrigatórios e dividia a boia com duas crianças. "Ainda não ouvimos os familiares da vítimas. Não havia condições para isso. Todos os envolvidos serão intimados nos próximos dias", explica o delegado. Gritten disse ainda que estava investigando se o estabelecimento que teria locado a boia tinha licença para explorar comercialmente esse tipo de atividade.

Se ficar comprovado no inquérito que a pousada não forneceu os EPIs, Gritten afirmou que pode oferecer denúncia ao Ministério Público pelo crime de homicídio culposo – quando não há intenção de matar.

A área em que ocorreu a morte, na região central da cidade, não é indicada para o boia cross. Segundo o tenente Leonardo Mendes dos Santos, relações públicas do Corpo de Bombeiros, em Morretes a atividade deve ser praticada no Porto de Cima, perto do posto dos guarda-vidas. A morte ocorreu a uma distância de aproximadamente 6 quilômetros do local recomendado para a atividade.

Vítimas

Nesta temporada ocorreram três afogamentos no Rio Nhun­diaquara. Duas pessoas morreram enquanto nadavam e a terceira vítima se afogou após cair da boia. Segundo Santos, é inviável ampliar o número de postos de guarda-vidas em todos os locais usados para banho no rio. Por isso é preciso atenção. "Trabalhamos com a conscientização dos banhistas e alertamos sobre os riscos", afirma o tenente.

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