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Aluguel

Informe-se antes de alugar imóvel na praia

Do contrário, veranista que alugar casa no Litoral corre o risco de ter que andar muito para chegar ao mar

Por causa da distância da casa alugada, as amigas Maria dos Santos e Solange da Rosa têm que andar 2 quilômetros com os filhos para ir à praia | Giuliano Gomes/Gazeta do Povo
Por causa da distância da casa alugada, as amigas Maria dos Santos e Solange da Rosa têm que andar 2 quilômetros com os filhos para ir à praia (Foto: Giuliano Gomes/Gazeta do Povo)

Matinhos - Nada mais frustrante para um veranista do que alugar um imóvel por telefone ou internet e, ao chegar ao Litoral, descobrir que fez um mau negócio. Para evitar surpresas desagradáveis, como imóveis distantes da praia, algumas providências podem ser tomadas. "O ideal é visitar o imóvel pessoalmente. Como isso nem sempre é possível, a orientação é buscar informações com amigos ou parentes que conheçam a região. Consultar mapas na internet também é uma opção", comenta o presidente do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), Luí Carlos Borges da Silva.

Não foi o que fez a cabeleireira Maria Pedra dos Santos, de Colombo, região metropolitana de Curitiba. Ela e a família decidiram passar as férias em Matinhos e se hospedaram em uma casa no bairro Bom Retiro, perto da Rodoviária, a cerca de 2 quilômetros da praia mais próxima. A distância Maria não sabe nem dimensionar. "Quando deu 13 quadras, parei de contar", afirma.

Ela alugou a casa pela internet, com a família de uma amiga, a balconista Solange Dinis da Rosa. "Escolhemos essa porque não tinha muita opção. A gente queria vir em janeiro e estava tudo alugado", explica Solange.

Quando pediram informações sobre a casa, as duas foram alertadas sobre a distância. "O pessoal da imobiliária foi muito correto e avisou que era longe, mas a gente imaginou que fossem só quatro ou cinco quadras", lamenta a balconista.

A caminhada até o mar condiciona a rotina das famílias, que tomam o rumo apenas uma vez por dia. Nas mãos, levam todos os apetrechos para a praia: cadeiras, toalhas, sacolas, garrafas d’água, etc. Solange ainda tem que levar o filho de 3 anos no colo. "Ele só topa sair de casa carregado. É a parte mais complicada. Acho que já emagreci uns dois quilos só por causa disso", diz.

Como o percurso, que em grande parte é de estrada de chão, é feito uma vez por dia, um eventual esquecimento não pode ser reparado. "Teve um dia que não levei dinheiro. Ficamos sem mesmo. Não tem jeito de voltar", conta Solange.

Banho de piscina

Em outro bairro de Matinhos, o Tabuleiro, os veranistas passam pelo mesmo inconveniente. A casa que o autonômo curitibano Osvaldo Scheffer e a família ocupam fica a 1,5 quilômetro da praia central de Caiobá. A pé, a caminhada é de 40 minutos.

A família Scheffer, contudo, tem um trunfo: a residência, que pertence a um parente, tem piscina. "Às vezes dá vontade de ir para o mar, mas a praia é tão longe que a gente acaba ficando aqui", revela Samara, 18 anos, filha de Scheffer.

Como forma de resolver o problema, Scheffer sugere a criação de uma linha de ônibus exclusiva para quem está afastado do mar. A prefeitura de Matinhos informa que o transporte municipal é feito pela empresa Oceânica Sul Transportes, que venceu a última licitação do serviço. A empresa não foi encontrada para se manifestar sobre o assunto.

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