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Comportamento

Praia cheia ou vazia, eis a questão

 | Jonathan Campos e Daniel  Castellano/ Gazeta do Povo
(Foto: Jonathan Campos e Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)
Horácio Moglia e Rocio Espinoza aproveitam as férias para curtir o agito em Matinhos |

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Horácio Moglia e Rocio Espinoza aproveitam as férias para curtir o agito em Matinhos

Silésio e Solange Madeira foram praticamente os primeiros a terem casa em Itapoã, em Pontal do Paraná. E o sossego continua |

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Silésio e Solange Madeira foram praticamente os primeiros a terem casa em Itapoã, em Pontal do Paraná. E o sossego continua

Em 98 quilômetros de Litoral, o Paraná reserva diferentes estilos de praia. Ao norte, a natureza intocada e recantos quase secretos nas reentrâncias de Guaraqueçaba ou de Pontal do Paraná. Do Centro às divisas do Sul, balneários coloridos pelos guarda-sóis de veranistas. Agora é com você. Qual é o seu destino preferido?

Como coração de mãe

Quem gosta do agito não abre mão de Guaratuba e Matinhos, como é o caso da chef de cozinha Sandra Soares, 42 anos, de Curitiba, que se sente melhor quando as areias estão mais movimentadas. Junto dos filhos Maria Clara, 8, e Thiago, 3, ela frequenta o balneário de Caiobá, em Matinhos, e diz que a agitação garante a diversão das crianças. "Quando a praia está cheia, as crianças podem brincar mais, fazer amizade. Sem movimento fica aquela sensação de solidão e até um pouco de insegurança", comenta.

Sandra não se preocupa com sujeira ou possíveis desentendimentos com o vizinho do guarda-sol ao lado. Para a veranista, os banhistas conseguem garantir um clima de diversão com educação. "Tudo depende do bom senso e das boas maneiras. O que vale é ter praia cheia com qualidade, limpeza e boa convivência", ressalta.

Há até quem cruze fronteiras atrás do agito das praias do Paraná. O casal de técnicos de computação Horácio Moglia, 42 anos, e Rocio Espinoza, 35, por exemplo, viajaram 1,4 mil quilômetro entre Resistencia, na Argentina, e Matinhos. E eles garantem que a empreitada valeu à pena. "As praias são limpas, bem cuidadas e temos várias opções de restaurantes e lojas perto", defende Moglia.

Estação da amizade

Há anos as amigas Lúcia Kaniak, 55 anos, professora aposentada, e Maria Luiza Canônico, 64, dona de casa, passam os dias de verão juntas em Matinhos. E foi justamente na muvuca da praia que se conheceram. Elas não abrem mão da comodidade de ter sempre restaurantes, hospitais e lojas por perto. "A gente consegue encontrar até mesmo roupas mais baratas aqui", afirma Lúcia.

Longe de tudo e de todos

Achar quem prefira os balneários tranquilos é tarefa difícil. Não por serem poucos, mas é que para encontrá-los é necessário andar muito por areias vazias até avistar alguém. Os fãs desse estilo procuram se distribuir pelo Litoral em busca de sossego. Aí é que está o charme dos balneários pouco movimentados: areia pouco disputada, quase nenhum vizinho, silêncio e isolamento.

Ter de caminhar até 30 minutos para ir ao supermercado ou a um restaurante ou pegar carro para outras atividades não é problema para o casal de dentistas Silésio e Solange Ma­­­deira. Eles construíram uma casa no balneário de Itapoã, em Pontal do Paraná, em 1980. "Fomos praticamente os primeiros a ter casa aqui. Antes de nós, só havia três ou quatro famílias", relembra Solange, de 58 anos. No dia a dia da praia quase deserta estão as caminhadas à beira-mar, já que por ali não há calçadão nem asfalto nas ruas.

"Aqui a gente consegue descansar melhor, não tem agito e barulho algum", defende Silésio, de 60 anos. Com o isolamento, no entanto, vieram os problemas de segurança. A casa dos dois foi arrombada duas vezes e a solução foi contratar uma empresa terceirizada de segurança.

Só que nada disso estraga o proveito das férias. O gosto pela tranquilidade, como eles contam, é compartilhado pelos três filhos, com idades entre 25 e 30 anos. "Com o tempo eles passaram a apreciar as noites silenciosas do balneário. Mas quando eles eram mais jovens saíam de Itapoã para curtir à noite em outros balneários", conta Solange.

Interatividade

E você, prefere a praia cheia ou vazia? Por que?

Escreva para leitor@gazetadopovo.com.brAs cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

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