
Depois do almoço no campo, o turista fica conhecendo a fábrica de cachaça Engenho Novo, atualmente o alambique mais antigo em atividade no Paraná. Muitas das peças antigas usadas para produzir uma "morreteana", como é conhecida a cachaça da cidade, continuam sendo usadas para a fabricação.
A água desviada do rio ainda é utilizada para girar a roda que move todo o equipamento de moagem da cana o próprio bagaço é utilizado no forno. Era assim em 1910, continua sendo quase cem anos depois. Atualmente, a quarta geração da família produz a cachaça.
Pertinho dali, o casal Evaristo e Irene Cagni, também morador tradicional da cidade, produz farinha e a famosa bala de banana. Tudo artesenalmente, usando a água desviada do rio como motor.
Uma das últimas paradas é a fábrica de conservas de Rosana Rossana Cagni. Ela explica todo o processo de fabricação, do momento em que os produtos chegam até a hora em que são embalados. Tem geleias, compotas e doces de pepino, mamão, picles e maracujá. Tudo coisa caseira.
Para os que desejam se render às delícias de Morretes, um alerta: a maioria dos estabelecimentos não aceita cartões, por isso é importante levar dinheiro.
Conquistando turistas
O objetivo do tour rural, segundo a secretaria de Turismo de Morretes, Loizety Sueli Cidreira, é segurar o turista. "A maioria das pessoas chega aqui, passeia pelo centro, almoça e vai embora", diz ela. "Queremos que as pessoas passem o dia aqui e vejam que temos uma área rural cheia de possibilidades."
Ao que parece, o planejamento pode dar certo. Juliane Santos, 41 anos, desceu do trem para fazer seu passeio tradicional com o marido Adir, 42. "Íamos passear pelo centro histórico, comer e voltar. Nos abordaram na estação e foi uma surpresa. O clima de campo é muito bom."







