
A paixão pelo ciclismo uniu um analista de sistemas, um engenheiro mecânico, uma pedagoga e um dentista. Carlos Henrique, Carlos Alberto, Melissa e Fernando fazem parte do grupo "Amigos do Pedal", que, entre outras aventuras, costuma descer a Serra do Mar de bicicleta. Todos garantem que a investida vale pelo contato com a natureza, mas ressaltam que a atividade requer cuidados com a segurança.
Existem duas rodovias pelas quais os ciclistas vão para as praias: a BR-277 e a Estrada da Graciosa, a PR-410. Com suas montain bikes (o outro tipo de bicicleta frequentemente usada é a speed, preferida por atletas profissionais), que chegam a 60 quilômetros por hora, o grupo prefere as belezas da Graciosa, devido ao menor trânsito.
"O barato é a adrenalina. A pessoa se concentra na descida e se desliga da realidade" garante o engenheiro mecânico Carlos Alberto Dias Chaves, 34 anos, marido da pedagoga Melissa Simões Piekarski, 32. "É possível ver mais detalhes do que se fosse de carro. Descarrego a tensão do dia-a-dia", conta o dentista Fernando Schwambach, 27, que comenta que alguns amigos riem do hobby. "O pessoal acha engraçado porque eu tenho que primar pelas mãos e pelos braços, mas isso não me interessa. É só ter coração e vontade."
O analista de sistemas Carlos Henrique Stiegler, 24 anos, relata que a recompensa às vezes vem no fim. "A sensação após a descida é maravilhosa e ainda há uma cachoeira no fim do percurso, para brindar o esforço" diz, explicando o porquê de esta viagem valer a pena. "A nossa vontade é de sair da selva de pedra que é Curitiba. Quando o tempo está bom, a vista é impressionante."




