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Câmara Municipal

43% dos curitibanos não sabem em quem votar para vereador

Sondagem mostra que metade daqueles que já decidiram o voto desconhece o número do candidato

Confira os números da pesquisa |
Confira os números da pesquisa (Foto: )
Confira quais os tipos de candidato |

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Confira quais os tipos de candidato

Faltando pouco mais de dez dias para as eleições municipais, apenas metade do eleitorado curitibano já definiu seu candidato a vereador. Em uma sondagem realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, da quinta-feira passada ao domingo, 43% afirmaram que não sabem em quem vão votar. Outros 7% admitiram que não votarão em ninguém. Entre os que já se decidiram, muitos não souberam informar o número correto do concorrente, mostrando que a proximidade do pleito parece não ser suficiente para sensibilizar os eleitores quanto à necessidade de escolher o seu representante na Câmara Municipal.

Os números, segundo o cientista político e professor Jairo Nicolau, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), refletem uma situação comum em nosso país: o pouco interesse em relação às eleições para vereador. "Há alguns fatores que influenciam, entre eles a centralidade das eleições para prefeito (que absorveriam grande parte da atenção do eleitorado), o baixo interesse pelo Legislativo, o formato eleitoral atual e o excesso de candidatos. Isso faz com que a população, como um todo, não dê o devido valor ao voto para vereador", afirma.

Falta de credibilidade

Dentre os fatores que influenciam o baixo interesse dos eleitores, especialistas apontam como um dos mais relevantes a falta de credibilidade que o Legislativo enfrenta atualmente. De acordo com o professor Mitsuru Higuchi Yanaze, do curso de especialização em marketing político da Universidade de São Paulo (USP), cabe ao candidato – e às pessoas que o assessoram – criar mecanismos para driblar esse problema e conquistar o interesse do eleitorado. Para isso, ele diz que a campanha de rua é mais importante que o tempo que cada um tem no rádio e tevê.

"O boca a boca é essencial. Mais que votar em quem viu na tevê, a pessoa vota em alguém que conhece, ou em quem um conhecido seu indicou. Essas pessoas (que indicam e multiplicam os votos) são as chamadas referências. E o candidato que conseguir criar mais referências será o vencedor", explica Yanaze.

É essa luta que define o resultado final do processo de preenchimento da Câmara. O diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, diz que o principal desafio dos candidatos é conquistar o voto indeciso, mais do que mudar o voto de quem já escolheu outro candidato. E, mesmo com todo esforço, sempre haverá os que chegaram ao "dia D" sem ter o voto definido. "São eleitores que saem de casa sem saber em quem votar. Eles acabam se decidindo no caminho, com os santinhos e panfletos que acham pelas ruas." Esse material de campanha é, inclusive, fundamental para fixar o voto, garantindo que ele seja depositado corretamente no candidato em questão.

A enquete realizada da Paraná Pesquisas, no entanto, mostra que essa "fixação" ainda não está garantida. Entre os eleitores que afirmaram já ter definido em quem votarão, 49% não souberam informar qual era o número do seu candidato. "Não se pode ignorar o fato de serem essas as primeiras eleições municipais realizadas sob as regras mais rígidas do Tribunal Superior Eleitoral. A proibição dos brindes, bonés, camisetas e canetas, bem ou mal, dificulta a identificação", diz Jairo Nicolau.

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