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Justiça

Aciolli será interrogado hoje

Ação contra o parlamentar foi remetida ao TJ após o réu ter assumido mandato de deputado estadual

Roberto Aciolli confessou ter matado um engraxate em 1999 | Nani Gois/Alep
Roberto Aciolli confessou ter matado um engraxate em 1999 (Foto: Nani Gois/Alep)

O deputado estadual Roberto Aciolli (PV) será interrogado hoje no Tribunal de Justiça do Paraná sobre o assassinato do engraxate Paulo César Heider. O crime aconteceu em 1999. Aciolli foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MP) em 2008 por homicídio qualificado por motivo torpe (banal). Se condenado, ele pode perder o mandato de deputado e ficar preso de 12 a 30 anos. O agora deputado estadual alega que o tiro que matou Heider foi acidental.

A audiência com o desembargador Marco Antônio de Moraes Leite está marcada para as 14 horas. A ação penal contra Aciolli tramitava na Justiça de primeiro grau, mas como desde fevereiro deste ano Aciolli assumiu mandato de deputado estadual, o processo foi remetido para o Tribunal de Justiça por causa do foro privilegiado.

O crime aconteceu em 1999, mas o inquérito se arrastou por quase 10 anos. Aciolli confessou à polícia ter matado Heider, na época com 23 anos, com um tiro na cabeça na madrugada do dia 1.º de dezembro de 1999, depois de descobrir que o jovem teria participado do roubo de uma loja de celulares – que pertencia à mulher de Aciolli. Heider tinha diversas passagens pela polícia.

A denúncia relata que Aciolli passou a investigar o assalto por conta própria e teria descoberto que Heider, acompanhado de uma outra pessoa, praticou o roubo. Na madrugada do dia 1.º de dezembro de 1999, cita a denúncia, Aciolli teria sido informado que Heider estaria num táxi no centro de Curitiba. Ao encontrar o rapaz, Aciolli, que na época tinha porte de arma, teria apontado a arma para Heider, que foi morto com um tiro na nuca.

Dois dias depois, Aciolli se entregou à polícia e apresentou a arma do crime. Em depoimento, Aciolli alegou que o tiro foi acidental, disparado após uma briga corporal com Heider. No processo, o taxista que levava Heider disse também que, antes de morrer, a vítima foi agredida por Aciolli.

O parlamentar, que apresenta um programa policial na televisão, foi eleito em 2010 deputado estadual pelo PV com pouco mais de 45 mil votos.

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