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Um levantamento exclusivo da Gazeta do Povo aponta que 98 candidatos ao Senado em todo o Brasil são favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sendo que apenas 18 concorrentes se manifestaram contra a abertura dos processos na Casa Alta. Todos os detalhes podem ser conferidos abaixo.
O monitoramento da posição dos candidatos teve início em abril, ainda durante a pré-campanha, e acompanha as manifestações dos concorrentes de partidos com representatividade de pelo menos um parlamentar no Congresso Nacional. Além disso, a Gazeta do Povo entrou em contato com os candidatos que não se manifestaram espontaneamente sobre o tema.
Neste ano, cada estado brasileiro vai eleger dois senadores, o que representa um total de 54 parlamentares eleitos, com possibilidade de renovação de até dois terços do Senado.
Crise no STF intensifica movimento pelo impeachment de ministros
O levantamento do sigilo das mensagens entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, imposto pelo relator do caso do Banco Master, André Mendonça, intensificou a pressão pela abertura de processo de impeachment contra Moraes no Senado e, consequentemente, a manifestação dos candidatos favoráveis à proposta.
No início de setembro, candidatos ao Senado de todo o país passaram a cobrar os atuais senadores para que Moraes seja investigado pela Casa, que tem a prerrogativa de abrir o procedimento que pode culminar na cassação de mandatos de ministros do STF. Moraes é alvo de 67 petições no Congresso, de um total de 109 pedidos de impeachment contra magistrados da Suprema Corte.
Com o agravamento da crise e o embate público entre Mendonça e Moraes, a tendência é que a relação institucional entre os Poderes seja um dos principais temas das eleições e tenha peso na decisão do voto do eleitor. Dos 222 candidatos ao Senado dos 26 estados e do Distrito Federal, filiados a partidos com representatividade no Congresso Nacional, 83 não se posicionaram ou não foram localizados pela reportagem da Gazeta do Povo. O espaço segue aberto para a manifestação dos candidatos.
As declarações daqueles que se manifestaram a favor do impeachment de ministros do STF foram incluídas na reportagem para avaliação dos eleitores sobre o comprometimento dos candidatos ao Senado com o tema.
A posição de cada candidato ao Senado
Acre
- Márcio Bittar (PL): a favor
Bittar tem defendido o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, principalmente em decorrência do processo que condenou os envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro de 2023. “Estamos vendo um processo em que dezenas, centenas de pessoas estão sendo condenadas quando nem sequer deveriam ser processadas no Supremo Tribunal Federal, porque nenhuma delas tem foro privilegiado. O Brasil assiste estupradores terem menos pena do que brasileiros comuns que portavam a Bíblia debaixo do braço e estão sofrendo” - Eduardo Velloso (Solidariedade): a favor
Em 2022, o primeiro suplente Eduardo Velloso assumiu a vaga de senador por 121 dias. “Fui um dos poucos parlamentares do Acre que teve coragem de apoiar pedidos de impeachment contra os ministros do STF”, disse. - Mara Rocha (Republicanos): pretende discutir reforma do STF
“Hoje, o cargo de ministro do STF é vitalício. E quando o poder não tem prazo, ele se concentra e isso não é saudável para nenhuma nação. É preciso debater o mandato para ministros do STF, para garantir independência e para permitir renovação e equilíbrio na Corte”, declarou.
- Sérgio Petecão (PSD): não se posicionou
- Gladson Cameli (PP): não se posicionou
- Inácio Moreira (PSOL): não foi localizado
- Jorge Viana (PT): não foi localizado
Alagoas
- Davi Filho (Republicanos): a favor
“Os senadores têm que levar muito a sério o que pode acontecer com o Brasil. É responsabilidade principalmente do Senado Federal. Espero que os senadores de Alagoas peçam para o Alcolumbre pautar essa matéria para a Casa decidir se vota a favor ou contra”, disse o candidato.
- Arthur Lira (PP): neutro
- Renan Calheiros (MDB): não se posicionou
- Marina Candia (PSDB): não se posicionou
- Dr. Wanderley (MDB): não foi localizado
Amazonas
- Capitão Alberto Neto (PL): a favor
"O Alcolumbre disse que pode ter 80 assinaturas que ele não vai pautar. [...] Não pautar o impeachment do Moraes mostra um Senado corrompido”, criticou o deputado federal e candidato ao Senado.
- Plínio Valério (PSDB): a favor
“Neste momento, volta à tona a pauta do impeachment de ministros. Agora, com 54 novos ou a gente repetindo [o voto], a esperança é que a gente possa ter o quórum para ‘impichar’ os ministros."
- Wilson Lima (União): a favor
“O prefeito pode ser cassado, o governador, o presidente da República, por que o ministro também não pode? Por que ele não pode ser avaliado e questionado sobre o comportamento dele? Não tenha a menor dúvida de que, se o ministro cometeu o crime, está provado, ele tem que ser afastado e cassado”, declarou Lima em entrevista à rádio Difusora no mês de junho.
- Eduardo Braga (MDB): não se posicionou
- Ismael Munduruku (Rede): não foi localizado
- Professora Evany (PSOL): não foi localizado
Amapá
- Rayssa Furlan (Podemos): não se posicionou
- Lucas Barreto (PSD): não se posicionou
- Randolfe Rodrigues (PT): não se posicionou
- Alliny Serrão (União): não se posicionou
- Acácio Favacho (MDB): não se posicionou
- Capi (PSB): não foi localizado
Bahia
- João Roma (PL): a favor
"Diante dos fatos que vieram a público envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, considero que existem elementos graves que precisam ser investigados com absoluta seriedade e independência. Por isso, defendo a abertura do processo de impeachment, assegurando, naturalmente, o direito de defesa e o devido processo legal", declarou Roma.
- Angelo Coronel (Republicanos): neutro
- Jaques Wagner (PT): contra
- Rui Costa (PT): não se posicionou
- Marcelo Carvalho (Rede): não foi localizado
- Professora Delliana (PSOL): não foi localizado
Ceará
- Capitão Wagner (União): a favor
A assessoria do candidato informou que Capitão Wagner deve priorizar questões relacionadas ao STF e ao papel institucional do Senado durante a campanha eleitoral para senador. Segundo a assessoria dele, os temas terão espaço, especialmente quando envolverem o equilíbrio entre os Poderes, o respeito às instituições e às prerrogativas do Senado.
- Alcides Fernandes (PL): a favor
“O Congresso Nacional precisa exercer plenamente suas prerrogativas e, ao mesmo tempo, preservar a independência e a harmonia entre os Poderes, sempre dentro dos limites estabelecidos pela Constituição”, declarou Fernandes.
- Guilherme Theóphilo (Novo): a favor
Em entrevista ao jornal cearense O Otimista, o candidato Guilherme Theóphilo afirmou que seguirá a diretriz nacional do Novo e votará pelo impeachment de ministros do STF, caso seja eleito.
- Cid Gomes (PSB): contra
- Luizianne Lins (Rede): não se posicionou
Distrito Federal
- Bia Kicis (PL): a favor
"Uma das minhas pautas principais será a de buscar o equilíbrio entre os Poderes, que é algo que, como deputada federal, tenho lutado nos últimos dois mandatos. Além disso, entendo a importância de votarmos no impeachment de ministros do Supremo que têm extrapolado seus deveres constitucionais em prol de seus interesses pessoais", afirmou Kicis à Gazeta do Povo. - Leila Barros (PDT): pretende discutir reforma do STF
Segundo a assessoria da parlamentar, a senadora defende o aperfeiçoamento do modelo atual de indicação de ministros do STF, com a adoção de lista tríplice baseada na carreira da magistratura, além da discussão sobre mandatos com prazo determinado. - Michelle Bolsonaro (PL): a favor
“A gente tem visto tantas atrocidades, a gente tem visto um Congresso de joelhos em frente ao STF. Isso é uma tristeza muito grande pra gente porque hoje, infelizmente, só quem governa é o Judiciário", afirmou a ex-primeira-dama.
- Ronaldo Fonseca (PSD): a favor
"Não dá mais para Alexandre de Moraes continuar no Supremo Tribunal Federal. Quero ser o primeiro a votar pelo impeachment no Senado", disse o candidato após o agravamento da crise no STF neste mês de setembro. - Sebastião Coelho (Novo): a favor
O desembargador aposentado tem se manifestado pelo impeachment dos ministros do STF e participado de protestos pela aprovação do processo de cassação de Moraes no Senado. Em 2024, ele foi autor de um dos pedidos contra o ministro. Nós estamos tratando aqui sobre liberdade, separação de Poderes e sobre abusos de poder que têm que ser parados imediatamente”, disse na época.
- Erika Kokay (PT): contra
- Guto Felício dos Santos (PSDB): não se posicionou
- Marley (Avante): não se posicionou
Espírito Santo
- Evair de Melo (Republicanos): a favor
"Há anos venho denunciando os abusos e defendendo que toda autoridade deve responder pelos seus atos dentro da lei. Diante dos fatos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, assinei o pedido de impeachment por crime de responsabilidade que será encaminhado ao Senado", declarou Melo pelas redes sociais.
- Leonardo Monjardim (Novo): a favor
"Vou atuar com mão de ferro e muita coragem. Nosso partido determinou que todos os candidatos ao Senado têm essa obrigação. Todos assinaram um termo de compromisso de que vai votar a favor do impeachment de ministros do STF", disse Monjardim em entrevista ao Sim Notícias.
- Maguinha Malta (PL): a favor
“Esses temas terão destaque porque não vejo outro meio para restabelecermos o equilíbrio entre os Poderes no Brasil sem que façamos impeachment de ministros do STF, que vêm ultrapassando e muito sua prerrogativa de guardiões da Constituição”, declarou Maguinha. - Marcos do Val (Avante): a favor
"Quero continuar no Senado para combater as ilegalidades, a corrupção e o crime organizado. Para fiscalizar quem exerce o poder e exigir responsabilidade de quem abusa dele", declarou pelas redes sociais o senador da oposição Marcos do Val, que foi investigado por Moraes e é autor de pedidos contra o ministro.
- Sergio Meneguelli (PSD): a favor
"Neste momento, eu sou favorável à renúncia de alguns ministros por causa do escândalo e da vergonha deste Congresso Nacional. Eles criticam o STF e têm o poder de mudar", disse o candidato ao programa Sim Notícias, ao citar a prerrogativa do Senado.
- Paulo Hartung (PSD): não se posicionou
- Professor Fabian (PSOL): não foi localizado
- Renato Casagrande (PSB): contra
- Fabiano Contarato (PT): contra
- Rose de Freitas (MDB): não se posicionou
Goiás
- Delegado Humberto Teófilo (Novo): a favor
“Defendo o papel do Senado na contenção de abusos por parte de ministros do STF, garantindo o equilíbrio entre os Poderes e assim desencadeando processos de impeachment contra os 'intocáveis' do mesmo modo que ocorreu no Chile”. - Gracinha Caiado (União): a favor
A ex-primeira-dama de Goiás passou a defender o impeachment de Moraes após o agravamento da crise no Supremo. “Ninguém está acima da lei, nem mesmo um ministro do Supremo. E o ministro Alexandre de Moraes não tem mais a menor condição de seguir na corte mais alta do país”, afirmou ao jornal Opção. Em maio, Gracinha foi questionada pela Gazeta do Povo se o impeachment de ministros seria uma prioridade na campanha. Não houve retorno no primeiro levantamento com os pré-candidatos da Região Centro-Oeste.
- Gustavo Gayer (PL): a favor
O deputado federal Gustavo Gayer é alvo de processos no STF e se tornou um dos parlamentares de direita mais influentes nas redes sociais, com discurso combativo contra os excessos da Suprema Corte. - Gustavo Mendanha (PRD): a favor
“Todos somos iguais perante a lei e precisamos ser cobrados com o mesmo rigor. Se um ministro do Supremo descumpriu a lei, ele precisa ser investigado e, se o crime for comprovado, punido. O Senado tem essa responsabilidade constitucional e não pode abrir mão dela”, afirmou Mendanha em entrevista recente à PUC TV.
- Vanderlan Cardoso (PSD): a favor
"Ninguém pode agir acima da Constituição. O Brasil precisa restabelecer o equilíbrio entre os Poderes, e esse limite começa pelo respeito às leis e ao devido processo legal", afirmou Cardoso, que disse que assinou pedidos de impeachment contra Moraes desde 2024.
- Oséias Varão (PL): a favor
O vereador de Goiânia Oséias Varão é candidato ao Senado ao lado de Gayer, seguindo o mesmo tom do deputado federal, que encabeça a chapa pura do PL ao Senado. “De todos os candidatos, nós dois somos os únicos que vamos, sem medo, lutar pelo impeachment de Alexandre de Moraes”, declarou.
- Zacharias Calil (MDB): a favor
"Assinei dois pedidos de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Se um presidente pode ser retirado, um ministro também", afirmou o candidato recentemente.
- Alexandre Baldy (PP): não se posicionou
- Isaura Lemos (PSB): não foi localizada
- Iure Castro (Cidadania): não foi localizada
- Cintia Dias (PSOL): não foi localizada
Maranhão
- Cidônio Gonçalves (PL): a favor
“Eu vou ser o único senador do Maranhão que vou ter coragem de assinar o impeachment de algum membro do Supremo”, disse o candidato durante encontro com produtores rurais.
- Lahesio Bonfim (Novo): a favor
Bonfim deve seguir a recomendação do partido Novo, que publicou uma diretriz nacional favorável ao impeachment de ministros do STF e condicionou as candidaturas ao posicionamento.
- Weverton Rocha (PDT): não se posicionou
- Eliziane Gama (PT): contra
- André Fufuca (PP): não foi localizado
- Roseana Sarney (MDB): não foi localizado
- Enilton Rodrigues (PSOL): não foi localizado
Mato Grosso
- Antônio Galvan (Avante): a favor
“Ou nós corrigimos a situação das instituições para que elas voltem a ser respeitadas ou vamos virar uma Venezuela, uma Nicarágua, uma Cuba, perdendo a nossa liberdade”, disse em entrevista à TV Guaporeí.
- Carlos Fávaro (PSD): a favor
"Diante das informações reveladas pela Polícia Federal, defendo que o ministro Alexandre de Moraes venha a público e preste todos os esclarecimentos à sociedade brasileira, com pleno direito de defesa. Se não houver explicação, ele deve renunciar ao cargo. Se não explicar e também não renunciar, o Senado Federal precisa estar pronto para cumprir seu dever constitucional e abrir o processo de impeachment", declarou o senador, que foi ministro da Agricultura do governo Lula. No primeiro levantamento regional sobre o tema feito pela Gazeta do Povo, ele não se posicionou.
- Janaína Riva (MDB): a favor
“O equilíbrio entre os Poderes é inegociável. O Senado existe para legislar e fiscalizar — e quando qualquer Poder ultrapassa seus limites, cabe ao Legislativo agir”, respondeu à Gazeta do Povo.
- Zé Medeiros (PL): a favor
“Tivemos tempo suficiente para apresentar documentos mostrando como o ministro Alexandre de Moraes tem ignorado a lei, como pessoas foram presas sem o devido processo legal e como a Constituição tem sido desrespeitada no Brasil”, lembrou em entrevista à coluna Entrelinhas, da Gazeta do Povo.
- Mauro Mendes (União): a favor
Questionado pela imprensa ao anunciar a saída do cargo, Mendes respondeu que terá coragem de se posicionar contra os excessos do STF, se for eleito senador. “Já pode ter me faltado juízo, agora coragem nunca me faltou. Eu já demonstrei na prática isso”, declarou.
- Margareth Buzetti (PP): a favor
Suplente de Fávaro, a candidata Margareth Buzetti disse que se posicionou favoravelmente ao assumir o cargo durante a gestão do senador na pasta da Agricultura durante o governo Lula. "Eu assinei o impeachment do Alexandre Moraes em agosto do ano passado, mas toda vez que o meu titular voltava, a minha assinatura caía”, afirmou.
- Pedro Taques (PSB): pretende discutir reforma do STF
Taques defende reformas institucionais como mandato de 12 anos para ministros do STF, idade mínima de 35 anos e máxima de 60 anos para ingresso na Corte e fortalecimento das decisões colegiadas, reduzindo decisões monocráticas.
Mato Grosso do Sul
- Capitão Contar (PL): a favor
O candidato tem se posicionado a favor da abertura de impeachment nos últimos anos. Ele cobrou Moraes pela derrubada do PL da Dosimetria e acusou o governo de articulação para blindar ministros do Supremo. "Retiraram quem buscava a verdade e colocaram quem está lá para garantir que nada aconteça. É vergonhoso ver o sistema se blindar dessa forma."
- Reinaldo Azambuja (PL): a favor
O candidato afirmou que o STF assumiu um “protagonismo inusitado”, extrapolando o equilíbrio entre os Poderes. “Hoje é evidente que o STF tem ido além. Essa insegurança jurídica afeta diretamente os investimentos e, por consequência, a geração de empregos e o crescimento econômico do país”, opinou.
- Roberto Oshiro (Novo): a favor
Candidato do Novo que também segue a diretriz nacional do partido pelo impeachment de ministros do STF nesta eleição.
- Beto do Movimento (PSOL): não foi localizado
- Soraya Thronicke (PSB): contra
- Valter da Comagran (PRD): não foi localizado
- Vander Loubet (PT): não se posicionou
Minas Gerais
- Carlin Moura (Avante): a favor
“Está previsto na Constituição. É uma prerrogativa do Senado Federal. Tem que ser feito se configurar o crime de responsabilidade. Em uma democracia, ninguém, nenhuma autoridade, nenhuma pessoa, nenhum cidadão tem direito à blindagem”, disse em entrevista à rádio 98 News, no início de setembro.
- Carlos Viana (PSD): a favor
“É urgente o afastamento de Alexandre de Moraes pelo próprio Supremo Tribunal Federal, para o bem do Judiciário brasileiro. Não estamos falando aqui em atacar o Judiciário. Nada disso. Estamos falando em defender as instituições”, declarou Carlos Viana na tribuna do Senado.
- Domingos Sávio (PL): a favor
Sávio tem acusado o STF de cometer excessos e defende a abertura dos processos de impeachment no Senado. “O eleitor está percebendo a importância de termos um Senado independente, capaz de assegurar a nossa democracia porque é justamente o Senado que garante a independência entre os Poderes, que está sendo maculado por um excesso de intervenções”, declarou.
- Manoel Carvalho (MDB): a favor
"Se tiver provas concretas, que um ministro cometeu um crime, por que não votar a favor do impeachment? Vou deixar de votar com medo do ministro? Se for comprovado, eu voto a favor", disse em entrevista recente à TV Horizonte.
- Marcelo Aro (PP): a favor
“Hoje, o Judiciário faz as vezes do Legislativo e do Executivo. Eles investigam, denunciam e julgam de maneira oposta ao que está na Constituição Federal. Aqueles que deveriam ser os guardiões estão rasgando a Constituição”, disse Aro em entrevista ao Estado de Minas.
- Marco Antônio Costa (Novo): a favor
Segundo o candidato, o caminho institucional é o impeachment para depois buscar a responsabilização penal, civil e administrativa. “O problema se espalha para a PGR [Procuradoria-Geral da República] e outros órgãos como a AGU [Advocacia-Geral da União]. Essa sanha persecutória e de censura precisa ser extinta no Brasil e todos os seus agentes punidos, de acordo com o que estabelece a lei”, declarou em entrevista à Gazeta do Povo.
- Aécio Neves (PSDB): pretende discutir reforma do STF
O candidato tucano defende mandatos de 10 a 12 anos para ministros do Supremo. “Acho que essa é uma sinalização adequada para restabelecer algo essencial, que é a confiança da sociedade no Poder Judiciário, principalmente na sua instância maior”, disse Neves em entrevista à coluna de Igor Gadelha do Metrópoles.
- Arcanjo Pimenta (MDB): pretende discutir reforma do STF
"Alguém precisa colocar um freio de arrumação no Supremo. Precisamos eleger senadores comprometidos com o sistema de freios e contrapesos. Um poder não pode se sobrepor a outros", afirmou o emedebista.
- Marília Campos (PT): pretende discutir assunto.
“Em uma democracia, ninguém está acima da Constituição. As decisões do STF, assim como as dos demais Poderes, precisam respeitar as regras constitucionais e o Estado Democrático de Direito. Se houver uma conduta comprovadamente incompatível com a lei, ela deve ser apurada com rigor e, dentro das regras democráticas, o impeachment precisa ser discutido”, declarou a petista.
- Áurea Carolina (PSOL): a favor
"O Senado tem a prerrogativa de abrir impeachment de ministros do STF caso seja comprovada desvios de conduta, irregularidades, e eu defendo esse papel institucional do Senado, seguramente. Mas isso tem que ser feito diferenciando completamente de qualquer tentativa golpista. O que a gente tem que defender é a transparência e o rigor da Constituição", declarou a candidada do PSOL, em nota encaminhada à Gazeta do Povo.
Pará
- Delegado Éder Mauro (PL): a favor
O candidato ao Senado cobrou que a possibilidade de abertura de um processo de impeachment seja levada ao plenário. “Se fosse qualquer outra pessoa de direita, tenho certeza que já tinha uma investigação, perícia, invasão de casas e prisões. Espero que dessa vez ele caia por meio do impeachment. É por isso que sou candidato para corrigir essa vergonha no STF”, criticou.
- Zequinha Marinho (Podemos): a favor
O candidato à reeleição Zequinha Marinho assinou o pedido de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, de autoria da senadora Damares Alves (Republicanos) no início deste mês. Marinho também comemorou a rejeição de Jorge Messias no Senado no ano passado. "Acabamos de mostrar para o Brasil e para todos os Poderes que a composição do Supremo Tribunal Federal é determinada pelo Senado Federal. Estamos juntos na construção de um novo momento”, declarou à época.
- Helder Barbalho (MDB): não se posicionou
- Celso Sabino (PDT): não se posicionou
- Chicão Melo (União): não se posicionou
- Lívia Noronha (Solidariedade): não se posicionou
- Conti (PSOL): não foi localizado
- Gizelle Freitas (PSOL): não foi localizado
Paraíba
- André Gadelha (MDB): a favor
“A lista tríplice vai para o Senado, que precisa ouvir e sabatinar [os candidatos]. Se houver excesso por parte de qualquer ministro do Supremo, que extrapole a nossa Constituição, o Senado também tem o dever — e eu terei essa coragem — de votar sim pelo impeachment”, disse em entrevista à CBN.
- Marcelo Queiroga (PL): a favor
Queiroga também afirma que, se eleito, irá trabalhar pela mudança no Regimento Interno do Senado para que a decisão sobre a admissibilidade de pedidos de impeachment de ministros do STF deixe de ser uma “atribuição exclusiva” do presidente da Casa. “Uma matéria de tamanha relevância institucional deve ser submetida ao Plenário, permitindo que os senadores deliberem, de forma transparente e democrática, sobre a instauração do processo, nos termos da Constituição e da legislação aplicável”, avaliou.
- Major Fábio (Novo): a favor
O candidato Major Fábio confirmou que deve seguir a recomendação do partido Novo em votar pela abertura de processos de impeachment de ministros do STF. “Esses temas estarão presentes na campanha, mas duas agendas ocuparão o centro do nosso compromisso com a Paraíba: segurança pública e combate à corrupção”, disse em entrevista à Gazeta do Povo.
- Veneziano Vital (MDB): não se posicionou
- João Azevêdo (PSB): não se posicionou
- Nabor Wanderley (Republicanos): não se posicionou
Paraná
- Alexandre Curi (PSD): a favor
Curi defendeu o afastamento do ministro e apontou demora na atuação do Senado na aprovação de medidas relacionadas à fiscalização do Supremo. “Todos os Poderes têm uma fiscalização interna. O STF tem um órgão interno de regulação, mas não tem um órgão externo”, disse.
- Cristina Graeml (PSD): a favor
Graeml afirma que o debate sobre a necessidade de aprovação do processo de impeachment de ministros do STF será uma prioridade durante a sua campanha. “Também vamos continuar defendendo a anistia a todos os presos e exilados políticos, caso isso não seja votado ainda este ano”, acrescentou.
- Deltan Dallagnol (Novo): a favor
Embaixador do Novo, Deltan Dallagnol, confirmou que o partido publicou uma resolução exigindo que todos os pré-candidatos ao Senado se comprometam com a abertura de processos de impeachment dos ministros do Supremo. Ele ainda critica a omissão da presidência do Senado e dos senadores no Congresso Nacional. “O Brasil não precisa de mais parlamentares covardes”, disse.
- Filipe Barros (PL): a favor
Barros defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e relacionou a posição a investigações das quais afirmou ter sido alvo. “Alexandre de Moraes, pela ordem de prioridade, seria o primeiro a sofrer o processo. Desde o início do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, há oito anos, ele faz abuso de poder.”
- Karen Guerreiro (Missão): a favor
A candidata do Missão disse ser favorável ao impeachment de ministros do STF. "Nós nunca tivemos um STF que perpassou outros poderes. Sempre foi um STF muito ligado ao trabalho judiciário. Então, o senador deve votar o impeachment de um ministro? Se ele tiver uma ligação ilícita, sim, ele tem que sofrer impedimento", afirmou.
- Dr. Rosinha (PT): contra
- Gleisi Hoffmann (PT): contra
Pernambuco
- Carlos Sant'anna (Novo): a favor
“Os senadores de Pernambuco não criticam a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Isso só vai acontecer na hora que o Senado conseguir exercer o seu papel de equilíbrio dos Poderes e tocar em frente o julgamento dos processos de impeachment”, declarou.
Mendonça Filho (PL): a favor
“Eu não vou arregar para nenhum ministro do Supremo. Vou cumprir a minha missão. E se tiver, como eu tenho certeza que tem, a necessidade de colocar para fora algum ministro do Supremo, a gente coloca. Eles estão acima do povo? Eles estão acima da Constituição? Não. Eles têm que respeitar o povo brasileiro. É isso que eu defendo”, declarou o candidato do PL durante as manifestações do 7 de setembro.
- Eduardo da Fonte (PP): não se posicionou
- Marília Arraes (PDT): contra
- Humberto Costa (PT): contra
- Túlio Gadelha (PSD): não se posicionou
- Paulo Rubem Santiago (Rede): não foi localizado
Piauí
- Antônio Barros (Novo): a favor
O candidato do Novo Antônio Barros declarou que existem motivos para a abertura de processos de impeachment de ministros do STF. Em entrevista ao portal OitoMeia, ele disse que é necessário assegurar o direito de defesa aos magistrados. “Acho grave [as denúncias]. No mínimo, são infrações éticas graves que já vêm acontecendo”, opinou.
- Antônio José Lira (Avante): a favor
O candidato Antônio José Lira também já se posicionou favoravelmente ao impeachment de ministros do STF no Senado. Em entrevista ao portal GP1, ele ainda defendeu a limitação do mandato dos ministros da Suprema Corte. “Nós temos um Senado agachado, um Senado que escolhe os ministros do STF. [...] Temos que ter 11 ministros e não 11 reis e rainhas”, afirmou.
Tiago Junqueira (PL): a favor
"É mais um escândalo do ministro Alexandre de Moraes, que vem rasgando a Constituição, não só hoje com o Banco Master, mas com toda a perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro", declarou o candidato do PL em entrevista à Band.
- Ciro Nogueira (PP): contra
- Jorge Lopes (PSDB): neutro
- Alexandre Mariano (Avante): não se posicionou
- Marcelo Castro (MDB): não se posicionou
- Francinaldo Leão (PSOL): não foi localizado
- Júlio César (PSD): não foi localizado
- Maria Madalena Nunes (PSOL): não foi localizado
- Pastor Sena (Avante): não foi localizado
Rio de Janeiro
- Carlos Jordy (PL): a favor
"O candidato que não se posiciona com firmeza sobre a necessidade de conter os abusos e responsabilizar a corrupção do Supremo não fará nada se chegar ao Senado", afirmou o deputado federal, que é candidato ao Senado, e teve atuação parlamentar pró-impeachment de ministros do STF.
- Carlos Portinho (PL): a favor
"O Davi Alcolumbre será cobrado novamente para que a abertura avance após 42 assinaturas e não permaneça travada na Presidência. No Senado, esse é o único tema. E defendo a obstrução dos trabalhos até que o impeachment do ministro Moraes avance", disse o senador do PL sobre mais um pedido protocolado na Casa Alta contra o magistrado.
- Hélio Secco (Missão): a favor
"O próximo Senado Federal precisa enfrentar e enquadrar de vez o autoritarismo e a corrupção da alta casta judiciária. Para isso não podemos eleger senadores com 'rabo-preso'", declarou o candidato do Missão pelas redes sociais.
- Marcos Dias (Podemos): pretende discutir a reforma do STF
O candidato manifestou apoio ao ministro André Mendonça após o levantamento do sigilo das mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro. Além disso, ele defende reformas no STF. "Defendo mandato de oito anos para ministros do Supremo e mudanças no processo de escolha, com critérios mais claros, valorização do mérito e responsabilidade institucional."
- Marcelo Crivella (Republicanos): neutro
- Waguinho (Republicanos): neutro
- Benedita da Silva (PT): não se posicionou
- Mônica Benicio (PSOL): não se posicionou
- Pedro Paulo (PSD): não se posicionou
Rio Grande do Norte
- Coronel Hélio (PL): a favor
Em resposta à Gazeta do Povo, ele declarou que está “preparado para enfrentar temáticas complexas como a reforma do Judiciário e também os processos de abertura de impeachment de ministros do STF, que extrapolam suas competências".
- Styvenson Valentim (Podemos): a favor
O senador Styvenson Valentim voltou a se posicionar sobre o impeachment de ministros no ano passado, ao resgatar um pronunciamento no Congresso Nacional em defesa da “CPI da Lava Toga” em 2019. “Qual seria o limite então do STF se não for essa Casa [Senado Federal]? O que nós estamos esperando para colocar limites que eles [ministros] ainda não têm?”, questionou o senador à época.
- Dra. Zenaide Maia (PSD): não se posicionou
- Rafael Motta (PDT): não foi localizado
- Samanda de Lula (PT): não foi localizado
- Sandro Pimentel (PSOL): não foi localizado
- Sonia Godeiro (PSOL): não foi localizado
- Tércio Tinôco (União): não foi localizado
Rio Grande do Sul
- Frederico Antunes (PSD): a favor
"Todo mundo que sai das linhas que não podem ser ultrapassadas têm de ser punido. O Rio Grande do Sul precisa de senador que faça isso e eu farei", disse o candidato Frederico Antunes durante debate do g1 durante a pré-campanha.
- Germano Rigotto (MDB): a favor
“Além de votar pelo impeachment dos ministros envolvidos, vou trabalhar para que Alcolumbre não permaneça na presidência do Senado. Ele busca proteger a si e ao seu grupo político, pois tem envolvimento direto em problemas que apareceriam nas investigações”, disse Rigotto.
- Marcel van Hattem (Novo): a favor
Marcel van Hattem confirmou que o impeachment de ministros e os limites para atuação do STF terão espaço central na sua agenda de campanha no Rio Grande do Sul. Além disso, ele afirmou que o candidato eleito que não seguir a diretriz do partido pode ser expulso da sigla. “No Novo só concorre ao Senado quem se comprometer a votar a favor do impeachment de ministro do STF, quando eleito.”
- Milton Cardoso (PSDB): a favor
"São 54 novos senadores que nós precisamos eleger para resgatar o papel do Senado e entrar no processo de cassação, de impeachment. O Brasil não consegue mais conviver se não fizer essa limpeza no STF e resgatar o papel do Senado", declarou o candidato tucano durante debate no g1.
- Renato Jaguarão (Cidadania): a favor
"Mulher de ministro ter um escritório de advocacia e receber milhões e milhões de reais para defender uma empresa, um banco? O Senado foi omisso porque existe um corporativismo na política. Em outros países esses ministros estavam na cadeia. Temos que moralizar", defendeu Jaguarão no debate realizado pelo g1, ainda na pré-campanha.
- Ubiratan Sanderson (PL): a favor
“O Senado Federal, que é um órgão de controle como se fosse a Controladoria do STF, e a própria PGR [Procuradoria-Geral da República], não estão servindo para aquilo que foram criados. Estamos vivendo uma crise sem precedentes nas nossas instituições, que não desempenham seus papéis. E fica por isso mesmo”, disse o deputado federal Sanderson durante o podcast Diário do Poder.
- Manuela D'Avila (PSOL): contra
- Paulo Pimenta (PT): contra
Rondônia
- Bruno Scheid (PL): a favor
“Sou favorável ao impeachment de ministros do Supremo que cometem crimes comprovados contra a nação. Isso não é ataque à Corte ou à democracia. É competência do Senado, escrita na Constituição, no artigo 52. [...] Quem devia julgar o banqueiro estava fechando negócio com o banqueiro”, declarou Scheid.
- Fernando Máximo (PL): a favor
O deputado federal do PL saiu em defesa de André Mendonça e disse que o ministro do STF estava "passando a limpo o Brasil" a levantar o sigilo do processo envolvendo Moraes e Vorcaro. "Nós temos material para entender o que realmente está acontecendo por trás das cortinas no nosso país", disse o candidato ao Senado, que assinou pedidos de investigações contra Moraes durante o mandato no Congresso.
- Mariana Carvalho (Republicanos): a favor
“O Senado é muito maior do que apenas uma pauta, mas, se essa pauta do STF vier, eu sou completamente a favor do impeachment de alguns ministros que têm realmente passado da legislação e tentado ocupar outras cadeiras”, afirmou a candidata em entrevista ao podcast Resenha Política.
- Silvia Cristina (PP): a favor
“Se um ministro do STF abusa do poder e comete atos que justificam seu afastamento, sou favorável ao impeachment. O Senado tem essa responsabilidade e não pode se omitir. Se estiverem presentes os requisitos previstos na Constituição e na lei, o processo precisa ser analisado e levado adiante”, afirmou Cristina.
- Luís Fernando (PSD): a favor
O candidato Luís Fernando disse que é a favor do impeachment dos ministros desde que haja “indícios fortíssimos” de irregularidades na conduta dos magistrados. “Quem ajudou esse esquema [do Banco Master] a se viabilizar tem que ser punido. Isso tem que ser apurado, observando o devido processo legal, com independência e autonomia. E o Congresso tem esse papel”, afirmou o candidato ao Senado pelo PSD ao podcast RD Entrevista.
- Engenheiro Thúlio (Missão): a favor
"No que depender de mim, os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes devem preparar as suas almas porque os corpos deles vão pertencer ao sistema prisional brasileiro", disse o candidato do Missão nas redes sociais.
- Neidinha Suruí (PSB): pretende discutir o tema
Segundo a assessoria de imprensa da candidata Neidinha Suruí, ela defende que qualquer processo de impeachment de ministro do STF deve observar rigorosamente o devido processo legal e o legítimo direito à defesa. “Ninguém está acima da lei, mas também ninguém pode ser privado das garantias previstas no Estado Democrático de Direito”, declarou Suruí.
- Luciana Oliveira (PT): pretende discutir o tema
A candidata petista Luciana Oliveira afirmou que a legalidade do pedido vai determinar o voto contra ou a favor do impeachment de ministros do STF, caso ela seja eleita. “Jamais endossarei caça a ministros por mera politicagem. O Supremo não pode ser encurralado por torcida ideológica. [...] A democracia só funciona com os freios que regulam a marcha entre os Poderes. Os limites de cada Poder estão devidamente estabelecidos na Constituição e nenhum deve ultrapassar suas linhas de atuação”, analisou.
- Acir Gurgacz (PDT): não se posicionou
- Aires Mota (PV): não foi localizado
Roraima
- Chico Rodrigues (PSB): a favor
"Ao ler todas essas denúncias, às claras na imprensa, tive a coragem cívica de assinar esse último processo pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Com muita responsabilidade, assinamos porque há um clamor da opinião pública nacional", disse o senador, que mudou de posição. Anteriormente, ele havia se manifestado a favor da revisão do tempo de mandato dos magistrados na Suprema Corte.
- Hélio Lopes (PL): a favor
De acordo com a assessoria, o candidato ao Senado considera Moraes "um violador da Constituição, tratando-a de forma desrespeitosa e não cumprindo o que ela preconiza: a autonomia entre os Poderes". "Espero ainda que os demais senadores tenham a mesma disposição para se posicionar diante de possíveis violações constitucionais", cobrou Lopes.
- Nicoletti (PL): a favor
O deputado federal e candidato ao Senado pelo PL Nicoletti disse que assinou o pedido de impeachment contra Moraes após o levantamento do sigilo determinado pelo ministro André Mendonça nas investigações sobre o escândalo do caso Master. "O Senado Federal tem a prerrogativa de julgar e decidir sobre o impeachment de ministros do STF. Por isso, Roraima precisa de um senador que tenha coragem para enfrentar os abusos da ditadura de toga”, afirmou.
- Pastor Isamar (União): a favor
O candidato Pastor Isamar afirmou que os Poderes vivem um desequilíbrio institucional e defendeu o impeachment de ministros da Suprema Corte. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, Isamar criticou Alexandre de Moraes pelas relações com Vorcaro e cobrou a saída do ministro do STF. “Casos assim mostram por que Roraima precisa de representantes que cobrem transparência em qualquer esfera de poder, não só no discurso, mas na prática.”
- Teresa Surita (MDB): a favor
Em entrevista à TV Amazônica, afiliada da Rede Globo, Surita disse que o Supremo “ultrapassou todos os limites” e propôs uma reforma na Corte com estabelecimento de idade mínima para as indicações e fim do mandato vitalício. “O STF precisa ter códigos claros. Ninguém está acima da lei. [...] Teve problemas, vamos fazer o impeachment. É simples assim”, respondeu.
- Hilton Xavier (Avante): neutro
- Helena Lima (PSD): não se posicionou
- Bartô Macuxi (PSOL): não foi localizado
- Mário Rocha (PSOL): não foi localizado
Santa Catarina
- Carlos Bolsonaro (PL): a favor
Carlos Bolsonaro tem um longo histórico de confronto com ministros do STF. Ele acompanhou o ex-presidente Bolsonaro nas duras críticas feitas ao Supremo durante o mandato presidencial, principalmente contra o ministro Alexandre de Moraes. No início deste ano, ele intensificou críticas à Corte por causa do estado de saúde do pai, que cumpria a pena por tentativa de golpe de Estado na Papudinha, em Brasília, antes do benefício temporário de prisão domiciliar.
- Caroline De Toni (PL): a favor
No primeiro trimestre deste ano, Caroline De Toni protocolou um convite ao ministro Alexandre de Moraes para prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados sobre a relação dele com o empresário Daniel Vorcaro no caso do Banco Master. “O Parlamento não pode ignorar fatos que estão sendo amplamente discutidos no país. Quando surgem questionamentos relevantes envolvendo autoridades da mais alta Corte do país, é legítimo que o Congresso utilize seus instrumentos constitucionais para ouvir e esclarecer os fatos diante da sociedade”, afirmou.
- Esperidião Amin (PP): a favor
“Sete anos de tirania, de inquisição, de intimidação, de blindagem, especialmente de integrantes do Supremo Tribunal Federal. Isso é um deboche contra o Estado democrático de direito. Esses sete anos são sete anos de vergonha, sete anos de despotismo. Só o impeachment de um ministro vai poder segurar isso, já que a autocontenção não funcionou”, declarou Amin.
- Jeferson Rocha (PRD): a favor
"Ou o Supremo Tribunal Federal afasta liminarmente o ministro Alexandre de Moraes do cargo para o qual foi investido ou a população toda deve pressionar, ir às ruas, de forma, obviamente, ordeira e pacífica, mas exigir que o Senado aprove a abertura do processo de impeachment", disse Rocha em entrevista ao programa SC no Ar, do Grupo ND.
- Lunelli (MDB): a favor
Em entrevista ao jornal Razão, o candidato do MDB defendeu a abertura de processo de impeachment contra ministros do STF. “Hoje nós estamos vivendo uma ditadura da toga. [...] A professora está na cadeia, o bandido está fora.”
- Túlio de Amorim (Missão): a favor
"Eu garanto que não vou atuar para acabar com nenhuma 'Lava Toga'. Pelo contrário, eu vou fazer de tudo para cassar esses caras. Eles já extrapolaram tudo o que havia, adiaram o julgamento por até três meses, e vão levar até o limite depois das eleições", comentou o candidato do Missão sobre o pedido de vista no julgamento do processo envolvendo Moraes e Vorcaro, durante entrevista à Jovem Pan.
- Décio Lima (PT): não se posicionou
- Afrânio Boppré (PSOL): contra
São Paulo
- André do Prado (PL): a favor
"Hoje sou favorável à abertura do processo de impeachment contra o Moraes. Temos que abrir essa discussão diante das acusações colocadas. É preciso que tudo seja apurado", afirmou Prado em entrevista recente ao Diário do Grande ABC.
- Geraldo Rufino (Podemos): a favor
"Como qualquer servidor, o ministro do STF precisa prestar contas e cabe ao Senado ser o guardião da República, o que não está sendo feito. Se eu estou lá, votaria a favor do afastamento de qualquer servidor que fugisse das suas obrigações", disse Rufino à Gazeta do Povo na série de entrevistas com os candidatos ao Senado paulista.
- Guilherme Derrite (PP): a favor
Derrite afirmou que o Senado Federal tem a obrigação de colocar um freio no STF e criticou o corporativismo da Corte na tentativa de proteger o ministro Alexandre de Moraes. O candidato também fez críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela blindagem dos ministros do Supremo na Casa Alta. “Lamentavelmente, nós temos o Alcolumbre sentado em cima de 109 pedidos de impeachment”, disse o deputado e candidato ao Senado.
- Guto Schiavetto (Missão): a favor
"Pela independência da nossa candidatura e por não termos nenhum processo no STF, podemos assumir claramente que somos favoráveis ao impeachment de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes", afirmou o candidato do Missão.
- Ricardo Salles (Novo): a favor
O candidato do Novo confirmou à Gazeta do Povo que o impeachment de ministros do STF é uma das prioridades da campanha eleitoral. “Precisamos restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e evitar a invasão de competências sobre o Legislativo e o Executivo. Além disso, o reequilíbrio federativo: os estados que mais mandam dinheiro para a União precisam receber de volta em verbas e investimentos”, disse Salles.
- Soninha Francine (Cidadania): a favor
A candidata afirmou que a atuação do STF "ultrapassou os limites de suas prerrogativas" e defendeu a abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte. Na avaliação dela, uma sequência de episódios envolvendo integrantes do tribunal exige reação do Congresso. “Já foi longe demais tudo o que acontece no Supremo, há meses assistimos a atitudes que não são condizentes com ministros do STF", disse Francine.
- Marina Silva (Rede): não se posicionou
- Simone Tebet (PSB): contra
Sergipe
- Alessandro Vieira (MDB): a favor
"O ministro Alexandre de Moraes é um cadáver jurídico, um cadáver político. Ele se inviabilizou pela sua conduta. Um ministro do Supremo não pode se prestar à condição de assessor de banqueiro, mesmo que seja um banqueiro honesto. Mas o ministro Alexandre tinha plena consciência de que assessorava um banqueiro desonesto", afirmou o senador.
- Rodrigo Valadares (PL): a favor
Valadares disse que o impeachment de ministros do STF é um “tema central” da campanha. “Sou advogado e não sou contra o STF. Pelo contrário: quero que o Supremo volte a ser respeitado. Defender o STF não significa passar pano para ministro que ultrapassa os limites da Constituição”, afirmou Valadares em entrevista à Gazeta do Povo.
- Coronel Rocha (PL): a favor
Coronel Rocha disse que dará prioridade ao debate sobre as relações com o Supremo e ainda deve defender a redução da maioridade penal nas eleições deste ano. “O impeachment de ministros, o equilíbrio entre os Poderes e os limites de atuação do Judiciário terão destaque na minha campanha ao Senado.”
- Delegado André David (Republicanos): a favor
O candidato afirmou que o Senado tem responsabilidade enorme na relação com o STF por causa da prerrogativa de processar e julgar os ministros da Corte. "Quem chega ao Senado não pode ter medo ou dependência. Precisa ter independência para cumprir a Constituição, fiscalizar, votar e enfrentar qualquer abuso dentro da lei."
- Rogério Carvalho (PT): contra
- André Moura (União): não se posicionou
- Iran Barbosa (PSOL): não se posicionou
- Eduardo Amorim (Republicanos): não se posicionou
- Edvaldo Nogueira (PDT): não se posicionou
Tocantins
- Coronel Nilton Santos (Novo): a favor
"Sou favorável ao andamento regular dos processos de impeachment de ministros do STF sempre que houver descumprimento das normas vigentes e da Lei de Crimes de Responsabilidade. O Senado tem o dever constitucional de fiscalizar e não pode se omitir diante de eventuais abusos ou afrontas à legislação", declarou o candidato ao Senado pelo Novo.
- Eduardo Gomes (PL): a favor
Ao reafirmar que havia assinado um novo pedido de impeachment de Moraes, o senador Eduardo Gomes afirmou que acompanhará de perto todo o processo. "Nosso posicionamento é firme e permanece coerente com o que defendemos nas discussões sobre a anistia e a dosimetria. O Brasil precisa de instituições fortes, íntegras e que estejam à altura da confiança da população”, afirmou.
- Eli Borges (Republicanos): a favor
Deputado federal, o pastor Eli Borges tem convocado manifestações contra o ministro Alexandre de Moraes durante a campanha no Tocantins. "O André Mendonça provocou, teve coragem e ousadia para se posicionar em função das fartas denúncias sobre o Banco Master e o envolvimento do Moraes", disse o parlamentar nas redes sociais.
- Alexandre Guimarães (MDB): não se posicionou
- Carlos Gaguim (União): não se posicionou
- Vanderlei Luxemburgo (Podemos): não se posicionou
- Fábio Ribeiro (Rede): não foi localizado
- Paulo Mourão (PT): não foi localizado
- Professor Osvaldo (PSOL): não foi localizado
- Ronaldo Dimas (Podemos): não foi localizado
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Ao todo, 98 candidatos são favoráveis e não 106 como publicado, anteriormente. A reportagem também foi atualizada com o posicionamento da candidata do PSOL, Áurea Carolina, após notificação da Gazeta do Povo.
Corrigido em 25/09/2026 às 14:16





