O advogado Edir Nascimento, que defende o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, vai solicitar a presença do cliente durante a tomada de depoimento das testemunhas do processo por lavagem de dinheiro que ele responde na Justiça Federal de Campo Grande (MS). O juiz federal Odilon de Oliveira deve marcar as oitivas, que vão acontecer ainda neste mês em Coronel Sapucaia e Amambaí, na fronteira do estado.
Nascimento diz que deve viajar até Campo Grande nos próximos dias para avaliar o processo e acompanhar o agendamento dos depoimentos das 55 testemunhas. O advogado irá usar o precedente aberto em dezembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a presença de Beira-Mar durante as oitivas de uma outra ação, que tramitava na 5ª Vara Federal do Rio de Janeiro. "Vou usar o princípio da extensão. Por mim, ele vai participar (das oitivas)", afirma o defensor.
A ida de Nascimento à capital de Mato Grosso do Sul também deve servir para avaliar a possibilidade de unificação de processos. "Ele tem condenação por associação (ao tráfico) em vários processos. Acaba sendo desnecessário (dividir as ações)", diz. Viagem para o Rio
O traficante Fernandinho Beira-Mar está preso na penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná. No início deste mês, ele foi até o Rio de Janeiro para ouvir o depoimento de testemunhas de um processo contra ele por lavagem de dinheiro, crimes financeiros e tráfico de drogas. A viagem teria custado R$ 17,4 mil aos cofres públicos.
Na Justiça Federal de Campo Grande, Beira-Mar é réu de um processo iniciado em 2001, quando foi detido na Colômbia. Com ele, foi encontrada uma agenda que tinha o nome de vários empresários de Coronel Sapucaia, com respectivas contas bancárias e valores de depósito. Para o Ministério Público Federal, os dados são indícios de lavagem de dinheiro.



