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O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, descartou nesta segunda-feira (29) a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sua agenda reduzida para auxiliar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República, durante a campanha. "Pelo contrário, o presidente vai continuar no mesmo ritmo", disse Padilha ao ser questionado se haveria modificações na agenda do presidente após a oficialização da candidatura de Dilma.

Segundo o ministro, a inaugurações de algumas obras serão agendadas para o próximo semestre. "Muitas obras serão inauguradas. Algumas das obras que seriam inauguradas agora, estarão mais bem preparadas para depois. O presidente já está pedindo que elas [inaugurações] sejam agendadas para o próximo semestre. Não só a [agenda] interna, na relação com os ministros, como a externa, nos estados, que o presidente vai precisar cumprir [serão mantidas]", disse Padilha.

O ministro disse ainda que não conversou com Lula sobre as multas aplicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda antecipada. No último dia 18, o ministro auxiliar do tribunal, Joelson Dias, determinou a Lula o pagamento de R$ 5 mil por ter supostamente feito campanha antecipada em favor da ministra Dilma. A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com recurso contra a decisão. Já na última quinta-feira (25), a maioria dos ministros do TSE decidiu multar o presidente em R$ 10 mil também por propaganda eleitoral.

Segundo Padilha, o governo vai seguir as orientações da AGU durante a campanha eleitoral para não desrespeitar a legislação. "Vamos seguir a cartilha da AGU. Separar o que é obra de governo e ação de campanha", disse.

Governadores

O presidente se reuniu durante a tarde com os governadores do Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia. Eles vieram, segundo Padilha, informar suas possíveis candidaturas ao Senado.

De acordo com o ministro, o presidente disse a eles que marcaria uma reunião após a desincompatibilização para definir estratégias de campanha e o apoio deles à candidatura da ministra da Casa Civil à Presidência. "O presidente deve fazer um jantar com governadores da base mais para frente. Após o prazo de desincompatibilização, devem falar do apoio nacional à ministra Dilma.

Viagem cancelada

O ministro afirmou ainda que Lula cancelou uma viagem que faria nesta terça-feira (29) a Pernambuco porque a obra relacionada à construção da ferrovia Transnordestina não ficou pronta.

O presidente embarcaria para inaugurar uma fábrica de peças para a ferrovia. "Ele foi informado de que não estava pronta para inauguração e pediu para postergar até que as obras estivessem mais avançadas", disse Padilha.

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