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Sem maioria certa dentro do Conselho de Ética, os aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), agora trabalham pela morosidade no processo contra ele pela acusação de que recebeu ajuda de um lobista para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de 3 anos.

O impasse dentro do conselho nesta quinta-feira (21), adiando a reunião marcada para esta manhã, sinaliza que os aliados de Renan não devem se esforçar para acelerar a votação do relatório que pede o arquivamento do processo.

"Essa agonia de votar não tem mais necessidade", admite o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), aliado fiel do presidente da Casa.

Raupp se ofereceu para ficar com a relatoria do caso. A função está vaga depois que dois senadores assumiram e deixaram o cargo: Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e Wellington Salgado (PMDB-MG).

A falta de um novo nome, por exemplo, foi usada pelo presidente do Conselho de Ética, Sibá Machado (PT-AC), como argumento para adiar o encontro desta quinta.

Não se sabe quando o conselho voltará a se reunir. Além de marcar o depoimento de Renan, os senadores precisam definir os procedimentos da conclusão da perícia em cima dos documentos apresentados por ele para comprovar rendimentos agropecuários suficientes para pagar a pensão.

A estratégia dos aliados de Renan agora é empurrar essa nova investigação. Enquanto isso, tentam costurar e retomar o apoio a ele dentro do conselho. Dos 15 votantes (o décimo sexto voto, do presidente do conselho, só será usado em caso de empate), pelo menos 9 estão defendendo uma investigação profunda. Na quarta, até um senador do PMDB, Valter Pereira (MS), abandonou Renan.

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