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Câmara

Alves reconhece erro em manobra sobre projeto que inibe novos partidos

Partidos como PT e PMDB tentaram acelerar na noite de quarta a tramitação do projeto que restringe acesso de novas siglas ao fundo partidário e ao tempo de TV

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), classificou nesta quinta-feira (11) como um erro a tentativa de acelerar na noite de quarta a tramitação do projeto que restringe acesso de novas siglas ao fundo partidário e ao tempo de TV.

A manobra de partidos, como PT e PMDB, não teve sucesso porque não conseguiu os 257 votos necessários para dar prioridade ao texto.

Segundo Alves, a votação foi uma "improvisação" e não foi acertada com os líderes. Na noite de ontem, vários parlamentares, principalmente petistas e peemedebistas, tentaram aprovar um requerimento de urgência para matéria. Com isso, a proposta passa a ser analisada diretamente no plenário, sem passar pelas comissões. Não houve apoio necessário, mas o texto voltará a ser discutido.

O presidente da Câmara assumiu a responsabilidade pela manobra dos partidos, mas indicou que ela foi iniciada por seu vice André Vargas (PT-PR). O projeto é visto por aliados do Planalto como uma oportunidade para engessar o novo partido de Marina Silva, a Rede, que ainda precisa ser formalizado na Justiça Eleitoral.

"O vice André Vargas, presidindo, colocou [em votação]. A gente teve que respeitar a sua decisão, assumi depois [o comando da sessão]. Mas os líderes reclamaram com razão porque não estava acertado no colégio de líderes, na pauta. Foi improvisação. Acho que erramos e agora é concertar o erro", disse.

Alves disse que vai insistir na votação da urgência para a proposta. "Vamos costurar porque é um projeto importante porque impede essa evasão de parlamentares de maneira desordenada. É uma matéria importante, eu reconheço o erro da votação de ontem e espero não fazer mais isso", afirmou.

Tensão

A votação de ontem foi marcada por clima tenso entre os líderes, mas vários defenderam a proposta. PSDB, PPS, PSB e PV reclamaram que foram surpreendidos com a matéria.

Outros líderes se revezaram na tribuna na defesa do projeto. Para o líder do PR, deputado Anthony Garotinho (RJ), há um "leilão" de deputados motivado pelo Fundo Partidário. "A primeira vítima foi o DEM [que perdeu mais deputados com a criação do PSD]. Precisamos coibir o aliciamento de deputados", disse.

O líder do PT, deputado José Guimarães (CE), disse que não é justo dar a partidos recém-criados os mesmos direitos de partidos com legado. "Não se pode mais trocar de partido como se troca de camisa." Para o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), é preciso acabar com a "portabilidade" do tempo de TV dos deputados. "Mesmo tendo sido o mais prejudicado com o PSD, queremos essa votação", disse.

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