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Após confronto, Dilma pede disputa sem raiva

Ministra tenta esfriar ânimos e dar as cartas em discussão que antecede campanha. Troca de acusações entre petistas e tucanos durou duas semanas

“Não se faz política com o fígado”, disse a ministra em recado à oposição | Wilson Dias/ABr
“Não se faz política com o fígado”, disse a ministra em recado à oposição (Foto: Wilson Dias/ABr)

Rio Claro (SP) - A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência da República, faz esforço para criar um clima ameno para a disputa presidencial. Ela tenta desarmar a oposição e desafia os críticos do governo federal a discutirem propostas sem raiva ou rancores. Durante evento para anunciar obras do PAC em Rio Claro (SP), garantiu que o candidato do governo não fará ataques pessoais durante a eleição em hipótese alguma e afirmou que "não se faz política com o fígado".

A expressão faz referência à ideia que vem da medicina chinesa segundo a qual as emoções ligadas à raiva, como a mágoa e o rancor, obstruem o fígado. O fenômeno dá origem também a frases como "cego de raiva", porque o fígado sobrecarregado comprometeria a visão. Por essa lógica, rir bastante a ponto de descarregar a raiva desopila o órgão.

Dilma disse que vai abaixar o tom nos momentos em que for atacada. A declaração acontece num momento em que governo e oposição trocam ofensas, tanto em notas quanto em declarações públicas. O PSDB chegou a chamar o PAC de "peça de ficção" e o presidente Lula rebateu dizendo que o presidente nacional tucano, Sérgio Guerrra (PE), é um "babaca".

Ao lado do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), virtual vice na chapa com a ministra, Dilma classificou a aliança com o PMDB de "excelente" e ouviu elogios do deputado. Foi citando o ex-deputado Ulysses Guimarães (1916-1992) que a pré-candidata disse que "não se faz política com o fígado, conservando na geladeira porções de sentimento" e que "não concorda com agressão pessoal".

Mesmo assim, a ministra voltou a alfinetar a oposição a qual acusa de querer acabar com o PAC. "Se alguém falar que vai acabar com o PAC, que assuma as consequências. Vamos debater no nível melhor possível. É diferente de violência verbal."

Em discurso, Temer fez referência a uma passagem bíblica para elogiar Dilma. "Ela já nos levou ao paraíso administrativamente e agora nos levará politicamente ao paraíso". "A mulher não nos expulsou do paraíso, ela nos levou ao paraíso."

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