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Michel Temer comandou a reunião em que tenta garantir pelo menos o apoio da base na Câmara Federal. | Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Michel Temer comandou a reunião em que tenta garantir pelo menos o apoio da base na Câmara Federal.| Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Depois de mais uma reunião com o vice-presidente Michel Temer, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e Eliseu Padilha, da Aviação Civil, os líderes dos partidos da base no Câmara se comprometeram a tentar evitar a votação de novas “pautas-bomba” e fazer, a exemplo do Senado, uma proposta de agenda positiva.

Em troca, receberam a promessa de que a presidente Dilma Rousseff vai receber cada uma das bancadas, individualmente. Depois de uma semana complicada, em que o governo perdeu o controle dos aliados e os líderes informaram ao governo que não conseguiria segurar as votações, os deputados mudaram completamente o tom.

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“O entendimento é que há de se fazer esforço coletivo para evitar votações de matérias que onerem e acarretem mais despesas, não só para estados e municípios quanto para a União, ao exemplo do que foi feito com a PEC 443”, disse o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). “Vamos dialogar para evitar pautas que gerem despesas. E ficamos também de discutir, no início da próxima semana, uma pauta comum da base para a Câmara. É importante em um momento como este a Câmara dialogar com o País, agregarmos, a exemplo do que fez o Senado, uma pauta positiva para o país.”

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O clima foi totalmente diferente do encontro há uma semana, quando o governo ainda tentava evitar a votação da PEC 443, que vincula os salários dos advogados da União e dos delegados da Polícia Federal ao de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a um custo de R$ 2,4 bilhão ao ano. Do encontro, avaliado como “desastroso”, saiu a maior derrota no governo na Câmara, quando a PEC foi aprovada com apenas 16 votos contrários. Guimarães deu a entender que os deputados sentiram a má repercussão da votação.

“A política é muito dinâmica. Cada semana é uma semana. Todos vocês sabem do impacto da votação da 443, o sentimento que se generalizou no país sobre essa decisão da câmara. A partir dessa análise construímos um novo patamar de diálogo que é muito importante para consolidar isso e refazer o que fizemos”, afirmou Guimarães. O líder do governo foi o único a falar depois do encontro.

O deputado afirmou que ainda esta semana Dilma e Temer irão receber as bancadas individualmente para “dialogar sobre a necessidade de repactuarmos a base”. A presidente deve ouvir queixas e cobranças sobre a falta de nomeações para cargos e liberação de emendas, uma das maiores reclamações das bancadas e que teria levado à rebelião da semana passada.

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